Com o objetivo de coibir crimes cibernéticos, existe no Paraná uma lei que exige que os estabelecimentos como cyber cafés e lan houses mantenham controle de acesso dos clientes. Na prática, porém, a legislação nem sempre é respeitada.
''A lei, geralmente, não é cumprida, principalmente em lans pequenas'', declarou Edson Cavalheiro, superintendente do Núcleo de Combate aos Cribercrimes (Nuciber), no Paraná. A fiscalização também é deficitária. ''Sobretudo nos bairros, é difícil fiscalizar. Temos uma equipe muito pequena'', admitiu.
Segundo Cavalheiro, não há números sobre quantos crimes partem destes espaços, mas ele estimou que uma quantidade considerável dos 25 mil casos atendidos pelo núcleo podem ter tido como máquinas de origem computadores de lans e cybers. ''A maior parte dos crimes é contra a pessoa: difamação, calúnia, injúria, ameaça.'' Sem o controle eficiente, completou o delegado, muitos casos não puderam ser solucionados porque o estabelecimento não tinha informação sobre os clientes.
Marcel Fukayama, da CDI Lan, afirmou que o comitê é favorável ao cadastro de clientes. ''Somos a favor não só pela segurança do cliente, como do próprio dono.'' De acordo com ele, o dono da lan house pode ser responsabilidade por crimes que tenham partido da loja e o autor não está identificado. (M.F.C.)

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