Em um censo realizado entre gamers pela Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games (Acigames), chegou-se à conclusão de que apenas 4% dos pais avaliam a classificação indicativa de games antes de comprá-lo. Na opinião do diretor pedagógico do Colégio Universitário, José Antônio Lima, que também é formado em psicologia, o controle dos pais sobre o que a criança joga, com imposição de regras, deve acontecer durante a infância, já que nesta idade os pequenos ainda não têm malícia o suficiente para entender que jogos e conteúdo com violência, sexo ou drogas pode ser prejudicial.
Já no decorrer do processo, o jovem precisa ser educado para aprender a tomar decisões sozinho e na adolescência, é preciso estabelecer com ele um elo de confiança através do diálogo, diz o diretor. ''Confiança é o filho estar no Facebook aberto, o pai entrar no quarto e o filho continuar digitando, sem minimizar a janela'', explica. Para ele, este processo educacional faz com que, no futuro, o jovem se torne um indivíduo que pode até ser atraído por jogos com conteúdo de violência, mas é ao mesmo tempo uma pessoa equilibrada e que sabe distinguir o jogo da realidade.(M.F.C.)

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