Em uma época em que as pessoas consomem conteúdo em múltiplas telas, reproduzir o que está sendo visto no smartphone ou no tablet se tornou uma funcionalidade essencial nas televisões. Até pouco tempo atrás, quem queria esta possibilidade tinha que ficar escravo dos fios. Mas já existem tecnologias disponíveis nos dispositivos móveis e nos televisores que permitem "espelhar" a tela do celular ou tablet na TV.
Existe mais de uma maneira de fazer isso, mas as mais utilizadas hoje são a tecnologia Miracast e o Google Chromecast. "Existem três formas de fazer a interação entre smartphones, tablets e a tela da TV", afirma Luis Bianchi, Business Development smart TV da TPV para América Latina, empresa responsável pela divisão de televisores da Philips.

DLNA
A primeira tecnologia do tipo a surgir, de acordo com Bianchi, foi a DLNA – sigla para Digital Living Network Alliance ou Aliança para Redes Domésticas Digitais. No caso da Philips, a DLNA funciona através de um aplicativo que, após instalado no smart ou tablet, transforma o dispositivo móvel em um controle remoto. Tanto a TV quanto o dispositivo precisam estar conectados à mesma rede Wi-Fi.
"O usuário consegue simular um controle remoto para controlar a TV usando o smartphone ou tablet. Ele então pode usar o teclado Qwerty ou compartilhar fotos e vídeos armazenados no celular com a tela da TV. É a primeira tecnologia que surgiu e ainda é muito utilizada, principalmente com a função de controle remoto."

Miracast
Depois, veio o Miracast, um padrão Wi-Fi que permite espelhar o conteúdo exato da tela do smartphone ou tablet usando a rede sem fio da casa ou do ambiente em que a TV está inserida. "É como se fosse um HDMI, porém sem fio. A resolução é Full HD e a qualidade de som é superior."
Esta é a tecnologia utilizada pela LG em seus televisores. "Essa tecnologia espelha o conteúdo do smartphone ou tablet na tela utilizando um roteador, mesmo que ele não tenha conexão com a internet", explica Renato Almeida, gerente de Produto TV, da LG Electronics do Brasil. Para ele, a tecnologia é útil, por exemplo, para gamers que querem jogar em uma tela maior usando a tela smartphone como referência ou selecionar filmes de sua biblioteca do tablet ou celular.
Todas as smart TVs possuem a função de espelhamento, diz Almeida. "O consumidor é multitela, e o Miracast vai ao encontro deste perfil." Para funcionar, tanto o televisor quanto o dispositivo móvel têm que contar com a tecnologia.

Chromecast
Outra tecnologia de interação entre telas é o Chrome Cast, que acabou de ser incorporada às TVs da Philips no lançamento dos aparelhos com o sistema operacional móvel Android. A vantagem desta tecnologia sobre as demais, conforme afirma Bianchi, da TPV, é a possibilidade de "espelhar" apenas o que o usuário desejar na tela do televisor.
Depois de espelhar o conteúdo do serviço streaming de filmes, o usuário pode continuar usando outros recursos do smartphone ou tablet sem interromper a transmissão na TV. "O dispositivo não fica dependente, escravo da TV." O recurso do Chrome Cast precisa estar presente nos aplicativos que se deseja reproduzir na tela da TV, como no Netflix. Por enquanto, os televisores com Android estão presentes apenas nas linhas high-end, mas segundo Bianchi, em breve deverá entrar também nas linhas intermediárias e de entrada da marca.
"A gente já visualiza em pesquisas que a maior parte dos consumidores, telespectadores assistem à TV com celulares e tablets na mão. Esse tipo de interação de telas não só demonstra uma tendência como já é uma realidade", continua Bianchi. Tanto DLNA quanto Miracast e Chrome Cast funcionam apenas em smart TVs.

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