Agência Estado
A contaminação por mercúrio no Norte do Brasil em áreas de garimpo aviva a preocupação com a qualidade das águas e dos alimentos. A contaminação por mercúrio é conhecida como Mal de Minamata, em razão da grave e prolongada exposição dos habitantes da cidade de Minamata, no Japão, ao mercúrio despejado no mar por indústrias fabricantes de acetaldeído. O metal contaminou frutos do mar e peixes, consumidos pela população, que passou a apresentar dormência nas extremidades dos membros, perda da audição e da fala, deficiência visual e distúrbios nervosos.
O mercúrio, como boa parte dos metais pesados, não é metabolizado pelo organismo humano e, portanto, não é eliminado, acumulando-se e agravando os sintomas da doença. Um dos aspectos mais relevantes da contaminação por mercúrio é que ela é bioacumulativa. Isto quer dizer que os animais da base da cadeia alimentar contaminam-se a partir do meio ambiente - através do trato respiratório, gastrointestinal ou por feridas na pele - e à medida em que se sobe para o topo da cadeia os índices de contaminação aumentam mais e mais. Os animais carnívoros e homem sofrem, portanto, a maior contaminação. Algumas explicações sobre a contaminação de mercúrio e os carnívoros podem ser lidas no site Mercury Poisoning in Florida Panthers (http://supernet.net/), ou em
em português, na homepage da RioSul (http://www.rao.nutecnet.com.br/riosul),

mockup