Consumo pode definir preços do DVD
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quarta-feira, 12 de agosto de 1998
Da Redação e Agência Estado 
Lançado no Brasil na última Feira de Utilidades Domésticas (UD), em São Paulo, o sistema DVD - trazido pela Sony e a Columbia Tristar Home Video, que já estão comercializado o equipamento no País - representa a mudança do analógico para o digital, possibilitando a visualização de um longa-metragem em um simples disco de CD, com uma qualidade infinitamente melhor comparada à da fita de VHS. O custo do aparelho e dos DVDs ainda é alto - algo em torno de R$ 1.500 para o equipamento e as fitas com preços que variam entre R$ 40 e R$ 50. Com o aumento do mercado de DVDs no Brasil, esses preços podem cair em média 20%.
Para que o sistema de home entertainment funcione, é necessário que tanto os aparelhos quanto os CDs sejam adaptados para cada região. No caso do Brasil, os aparelhos são programados para a região 4 (mesma extensão utilizada em toda a América Latina).
Já existem outras marcas que foram lançadas por aqui com compatibilidade para vários países, mas esse tipo de equipamento está tendo alguns problemas. O mais adequado é que seja um tipo de aparelho para cada região, com áudio e legendas específicas e menus em português e espanhol, salientou o vice-presidente da Columbia na Ásia e América Latina, Adrian Alperovich. No futuro, não será mais necessário o uso de duas máquinas para assistir filmes ou ouvir música.
Os dados estatísticos apresentados pela Columbia mostram que a aceitação do DVD no exterior é cada vez maior. O sistema foi lançado na América do Norte em março de 97 e em um ano já foram vendidos 380 mil aparelhos, acrescentou Wilson Cabral, diretor geral da Columbia Tristar do Brasil.
Os títulos escolhidos para os primeiros lançamentos - que devem chegar a 50 até o final do ano - priorizam os filmes de maior apelo comercial, como O Casamento do Meu Melhor Amigo, O Pentelho, O Quinto Elemento, Sintonia de Amor, Matilda, Lobo e O Último Grande Herói, dentre outros.
Segundo o diretor geral, a previsão é de que até o ano 2000, sejam vendidos dez milhões de unidades de filmes em DVD em todo o mundo.
De toda a campanha de marketing conduzida pela Sony, que exigiu de seus parceiros não divulgar imagens do filme até a estréia norte-americana, o ineditismo continua no fato de ser o primeiro longa a ser feito todo em hardware padrão Intel para animação e modelagem. O show de computação gráfica ficou por conta da Workstation TDZ 2000, produzida pela Intergraph; do software Softimage 3D e da biblioteca de modelos 3D da Viewpoint Datalabs, todos distribuídos no Brasil pela Sisgraph.


