Consumo é de 1,5 megawatts/mês
Entre às 18 horas e às 21 horas de cada dia o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron é obrigado a desligar seus equipamentos em Campinas. É o horário de pico de consumo de energia elétrica pela população da cidade, e se o equipamento continuasse funcionando poderia provocar uma pane no abastecimento da região onde está instalado, nas redondezas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no distrito de Barão Geraldo.
O equipamento consome 1,5 megawatts de eletricidade por mês, o equivalente ao consumo de uma cidade de 10 mil habitantes. Só com eletricidade, o laboratório gastará entre R$ 80 mil a R$ 90 mil por mês. Esta energia, concentrada nos elétrons que circulam a altíssimas velocidades no acelerador, permitem que eles produzam até 1,3 bilhões de volts.
A luz síncrotron é produzida a partir da emissão de elétrons dentro de um canhão, um dispositivo semelhante ao que existe no tubo de imagem de um televisor. Depois, as partículas passam por um tubo de vácuo, onde são direcionadas por campos elétricos de microondas. Na saída deste acelerador linear, a energia dos pacotes de elétrons é equivalente a 100 milhões de volts.
Depois disso, os elétrons são projetados em um acelerador circular. A cada volta que dá no acelerador circular, o pacote de elétrons recebe um novo impulso. após alguns milhões de voltas, atingem energia de mais de um bilhão de volts. Acelerados e altamente energizados, os elétrons produzem a chamada luz síncrotron. Esta luz síncrotron emitida pelos elétrons é conduzida para fora do acelerador através de espelhos especias que também podem selecionar as faixas do espectro desejadas pelo pesquisador. (P.S.M)





