Consumidor não pode ser identificado
Apesar de deterem dados sobre o consumidor na internet, empresas como Datalogix e Blue Kai não podem relacionar estas informações à identidade de uma pessoa, ressalta Jorge Toledo, da Oracle. "É proibido guardar dados que permitam identificar alguém, como nome, e-mail, CPF ou RG. Eu sei que você é mulher, tem 25 anos, que demonstrou interesse em viagens para o Caribe nos próximos três meses, mas não sei quem você é", exemplifica.
Esta regra está prevista em leis específicas sobre a coleta de dados na internet que já existem em alguns grupos de países, como EUA e Canadá; a comunidade europeia; e Austrália, Japão e Nova Zelândia, explica Toledo. "A América Latina ainda não tem lei específica para isso." Segundo o diretor da Oracle, pela ausência de lei específica, em suas atividades no Brasil, a companhia segue leis internacionais.
De acordo com o diretor, a Blue Kai atua globalmente há 10 anos, mas só há dois começou a coletar dados de brasileiros. "O volume de dados brasileiros é jovem, recente, temos muito a crescer ainda. O ideal é que se tenha o dobro da população que usa a internet do País mapeada, porque cada pessoa tem um perfil diferente em cada plataforma (computador, smartphone e tablet, por exemplo)."
Conforme as leis internacionais, a empresa precisa ter transparência e dar ao consumidor a possibilidade de consultar quais as informações sobre ele são coletadas e de solicitar sua exclusão da base (opt out), afirma o diretor.
Para Toledo, a tendência é que o interesse por estes tipos de dados cresça exponencialmente. "A demanda é enorme. O volume de dinheiro que anunciantes hoje gastam no mundo digital é enorme, e está crescendo. Com isso, vai ter cada vez mais empresas entrando nisso. Empresas brasileiras já estão usando faz tempo e agora estão até começando a fornecer estas soluções." (M.F.C.)





