Há pouco mais de uma semana, a Compaq Computer Corp., o maior fabricante mundial de computadores pessoais, anunciava que suas receitas no primeiro trimestre de 1999 serão menores do que o esperado, provocando uma queda de mais de 20% de suas ações, depois de haver perdido quase 40% no mês passado.
A situação da Compaq pode ser seguida, com prejuízos ainda maiores, por outros fabricantes de computadores. Os pesquisadores da IDC estimavam recentemente que, ainda que este ano se venda 16% a mais de aparelhos, os lucros vão ser mais que modestos, devido à queda dos preços.
E quem será, ao final, o vencedor deste embate? Os consumidores, em primeiro lugar. Afinal de contas, não se está vendendo menos computadores. O que vem acontecendo, na verdade, é que eles estão sendo vendidos a preços extraordinariamente baixos ou simplesmente dados de presente.
E, em segundo lugar, estão os provedores de serviços de Internet. Há estudos que demonstram que, hoje em dia, os consumidores querem um computador para poder entrar na Internet, de modo que as empresas em boa posição para vender produtos ou serviços pela Internet, ou relacionadas com esta crescente rede mundial, estão surgindo mais velozmente que os ‘‘velhos’’ fabricantes de aparelhos.
‘‘As maiores expectativas são de parte das empresas e fabricantes que aproveitem ao máximo as oportunidades de comércio eletrônico oferecidas por este novo modo de uso do computador’’, diz Horn, da IBM. Enquanto os fabricantes de computadores estão cheios de dúvidas, esta nova ordem mundial, garantem Horn e outros especialistas, coloca o usuário em excelente posição, com acesso a aparelhos a preços cada vez mais baixos e a expectativa de todo um mundo de atividades na Internet.
Entre as novidades tecnológicas que se vislumbram, há sites na web que administram a agenda do usuário e estão em contato permanente com um servidor central, de maneira que fiquem sempre ao alcance de qualquer computador equipado com um navegador de Internet. Empresas como Visto Corp.(www.visto.com) e when.com (www.when.com) já estão oferecendo estes serviços.
A venda e o fornecimento de ‘‘software’’, música e vídeo através da Internet subirá verticalmente nos próximos meses. Será também realidade, dentro de muito pouco tempo, o trabalho cooperativo através da Internet - a redação de documentos, a pesquisa científica ou a publicidade por especialistas separados, talvez, por continentes.
Diante de tais perspectivas, sinalizam observadores, há poucas dúvidas de que o computador por si só está deixando de ser o ponto focal da indústria tecnológica, substituído pela Internet e uma variedade de aplicativos e oportunidades de comércio eletrônico.
E, para os fabricantes de computadores que não sejam capazes de equipar seus aparelhos com ofertas mais atrativas de Internet, os bons tempos serão coisas do passado.

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