Construtora faz campanha da pilha usada
Ao contrário do que ocorre nos países desenvolvidos, onde há programas de recolhimento e reciclagem de baterias usadas, no Brasil falta legislação específica. Um projeto de lei de 1993, que definia normas para o comércio e impunha o recolhimento seletivo de pilhas no Rio, não emplacou.
No Estado de São Paulo, estima-se que, anualmente, mais de 10 mil toneladas de pilhas e baterias usadas sejam despejadas em local inadequado. Em fevereiro, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e a prefeitura de Ribeirão Preto instalaram contêineres em supermercados e shoppings para recolher baterias usadas de celulares e pilhas velhas.
Às vezes, a iniciativa parte das empresas privadas. Para evitar a contaminação do lençol freático do condomínio Riviera de São Lourenço (Bertioga), a Sobloco Construtora instituiu, em março, a campanha da pilha usada. Até agora, 2 mil pilhas foram recolhidas. Entendemos que uma solução viável seria jogar as pilhas no meio do concreto armado, conta o diretor-superintendente da Sobloco, Luiz Carlos Pereira de Almeida.
A iniciativa teve o aval da Associação Brasileira de Cimento Portland. A entidade preparou um parecer com restrições, o que fez com que o programa caminhasse, ao menos por enquanto, em pequena escala. Não é qualquer tipo de concreto que pode receber a pilha: o estrutural, por exemplo, está vetado, diz Almeida. (F.G.)





