De acordo com o ranking da Open Knowledge, 61% dos dados brasileiros analisados estão abertos. O Brasil se destacou principalmente na disponibilização de dados referentes à legislação, estatísticas nacionais e resultados de eleições. A maior parte dessas informações está centralizada no site dados.gov.br. No entanto, dados estaduais, municipais e de estatais, por exemplo, ficam em outro lugar, descentralizados e desconectados dos dados federais. Esta é, na opinião do pesquisador da USP, Seiji Isotani, uma lacuna que, se preenchida, renderia cinco estrelas no ranking criado por ele e, por consequência, viabilizaria a criação de ferramentas ainda melhores de utilidade pública. "Na verdade, os dados não precisam estar no mesmo lugar, mas precisam estar conectados de forma que um dado leve ao outro se tiverem alguma relação."
Secretário adjunto da Secretaria de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Fernando Siqueira afirma que, ao disponibilizar dados, os órgãos do governo atendem à definição da Open Knowledge de que são abertos quando "qualquer cidadão pode livremente usá-los, reutilizá-los e redistribuí-los, estando sujeito, no máximo, à exigência de creditar a sua autoria e compartilhar pela mesma licença". Em relação à conexão de dados federais com os de outras esferas, ele diz que "o governo federal está atento ao potencial de federalização do projeto, mas existem estados em construção do ambiente de dados em formato aberto", e que por isso, ainda "não estão em diálogo avançado com outros entes da federação para a integração de dados". No entanto, Siqueira cita conquistas do governo federal, como a aprovação de um decreto que institui uma política de governança digital que inclui, entre outros, o pilar da transparência. "Isso vai alavancar a questão dos dados abertos." (M.F.C.)

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