De acordo com Marcelo Otto, analista de Gerenciamento de Capacidade, a discussão do conceito de TI no meio corporativo ainda ''é um pouco incipiente'', mas também não está ''em fase embrionária''. Principalmente as multinacionais, que trazem conceitos de países da Europa ou América do Norte, já atribuem grande importância ao tema.
''Grandes fornecedores de TI também estão avançando neste ponto, e acabam tendo vantagem porque estão preparados'', reforça o analista. Afinal, já se pode perceber, entre as empresas, a preferência por fornecedores que estejam preocupados com a sustentabilidade. Daí, cita Otto, pode se originar um ''efeito cascata'', atingindo as empresas menores.
Para Otto, o conceito de TI Verde aplica-se a empresas de todos os tamanhos, guardadas as devidas proporções. Nas menores, o assunto pode ganhar até mais relevância, uma vez que elas estão em maior quantidade.
Um primeiro passo para a implantação, conforme o analista, é medir o ''antes'' da implantação do programa de TI para, mais tarde, comparar com o ''depois''. Desta forma, também é possível identificar as prioridades dentro do programa. Consumo de energia, cópias em papel, compra de equipamentos são alguns pontos que podem ser medidos. ''Tem que olhar se aquilo está de acordo com o tamanho da empresa'', acrescenta Otto. (M.F.C.)

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