A medicina também vem empregando a informática junto a deficientes auditivos. O médico otorrinolaringologista Ricardo Ferreira Bento, de São Paulo, utiliza a nova linguagem com seus pacientes e acha que a informática pode atuar em vários campos no que diz respeito ao deficiente auditivo. ‘‘Profissionalmente, esta é uma área em que uma pessoa surda pode ser dar muito bem’’, avalia.
O emprego da informática nos tratamentos é outro ponto importante na área médica. Hoje existem aparelhos de audição digitalizados que são muito mais avançados. O médico cita o exemplo do implante coclear para deficientes auditivos totais. ‘‘Nesta cirurgia, implanta-se um ‘computador’ que substitui o ouvido. Isto é um grande avanço no tratamento dos surdos’’, observa. O especialista adianta que este implante só pode ser realizado em pessoas que não ouvem nada e que não podem usar o aparelho de surdez comum.
Ricardo Bento também aponta a facilidade proporcionada pela informática na comunicação dos surdos. ‘‘Na Internet, por exemplo, eles podem se comunicar naturalmente com outras pessoas, já que não precisam utilizar o som’’. Para o médico, o deficiente auditivo sempre foi marginalizado na comunicação. ‘‘Ele sempre necessitou do som para se comunicar e, com isso, ficava à margem do mundo. Hoje não. Agora ele pode se comunicar através da imagem, do computador. Com isso abriu-se um campo fabuloso para o deficiente’’, completa. (Jackeline Seglin)

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