Computador é arma revolucionária, diz CDI
No Brasil, apenas 4% da população tem acesso à internet e, desse total, somente 16% são da classe C, segundo dados do Comitê para Democratização da Informática (CDI), projeto que busca estender os benefícios da tecnologia para as classes sociais menos favorecidas. A Microsoft, que faturou no ano passado US$ 438 milhões no Brasil, já doou US$ 5 milhões em softwares para o projeto. O CDI é uma organização não governamental que iniciou as atividades em 1995 e já tem escritórios instalados no Uruguai, Colômbia, Japão e México. O trabalho é realizado basicamente com a instalação de escolas de informática em comunidades carentes. O projeto tem como parceiros, além da Microsoft, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a empresa StarMedia. A entidade atende a 60 mil jovens em 33 cidades brasileiras, com mais de mil computadores instalados. O computador é uma arma revolucionária nas mãos de jovens que trocam o caminho do crime pela tecnologia, afirma o diretor executivo do CDI, Rodrigo Baggio. Segundo ele, um escritório do comitê será instalado ainda neste semestre no Chile. O CDI também assinou um convênio com o governo de Minas Gerais, para levar o projeto a penitenciárias mineiras.





