Agência Estado
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)
Notebook proporciona autonomia para preparador e atleta, que podem acompanhar o desempenho no campo ou na quadraDescontando a neurose do culto ao corpo que tomou conta de muitas pessoas, cuidar da saúde é essencial, ainda mais no caso dos que trabalham sem parar, acordam cedíssimo e, não raro, passam as primeiras horas da madrugada em uma mesa cheia de papéis ou na frente da tela de um micro. Cientes de que fazer exercícios ajuda a descarregar o estresse do dia-a-dia, atletas e esportistas de todas as modalidades trataram de se equipar com importantes aliados em seus treinos: são máquinas e microchips de última geração, capazes de dar todo tipo de informação de que precisam para melhorar seu desempenho.
Há quem diga que a onda do fitness perderia muito da sua força não fosse o apelo tecnológico. O fato é que muitos profissionais do esporte não dispensam a ajuda do micro ou de aparelhos inteligentes para suas atividades diárias. Tanto que as boas academias do Rio de Janeiro e de São Paulo dipõem dos mais modernos aparatos digitais para atrair o público. ‘‘Hoje, grandes academias, que não usam ao menos sistemas administrativos, acabam gastando muito dinheiro em mão-de-obra’’, explica o diretor-presidente da Fórmula Academia, Emanoel Carrano (Maneco).
Um exemplo é o da IAAF/AIMS (Federação Internacional de Atletismo Amador/Associação de Maratonas Internacionais e de Corridas de Rua), órgão mundial responsável pela medição dos percursos das provas. Há um ano, os medidores oficiais, que funcionam como juízes, mediam as provas e mandavam os mapas por carta para a Federação. Agora, usam a Internet para se comunicar. ‘‘Cada um de nós tem um endereço de correio eletrônico, que usamos para mandar os resultados e os cálculos, que vão atachados’’, explica o engenheiro da CBPO e maratonista Rodolfo Eichler, um dos 30 medidores de nível A (a elite da categoria) no mundo.
Além da Rede, Eichler também conta com a ajuda do micro para fazer os complexos cálculos para medidas do percurso. Para isso, ele usa a planilha Microsoft Excel, que já está programada com macros específicas para a aplicação.
Outro bom exemplo da informática aplicada ao fitness é o do técnico Mario Sergio de Andrade Silva, que tem sob sua supervisão 70 corredores, num grupo chamado Run & Fun. São, na maioria, executivos de grandes empresas que desejam melhorar o condicionamento físico. Cinco destes atletas são profissionais, dois deles estão entre os 20 melhores corredores de provas de rua de São Paulo.
Quando viu que a quantidade de pessoas que o procurava para treinar era cada vez maior, Mario Sergio não teve outra alternativa senão entrar de cabeça no mundo da informática. Fascinado, ele já não consegue ficar sem os seus dois micros. ‘‘Imagine que eu fazia os treinos dos atletas à mão!’’, lembra.
Agradecimento à Fórmula Academia

mockup