O interesse por pesquisas em Ribeirão Claro surgiu a partir de descobertas de alguns sedimentos que assemelhavam-se a fósseis, no início do ano passado. ‘‘Um pescador descobriu algumas rochas com aparência de fósseis. Levamos para análise e foi concluído que o material colhido não tinha valor científico. Porém, a intuição nos levou a continuar explorando a área, até a confirmação de que não se tratava de ouro de tolo’’, conta o prefeito Mário Pereira.
Segundo o paleontólogo da Universidade Estadual de Londrina, Edson Archela, o primeiro material coletado - analisado em julho de 97 - provinha de areia cristalizada em meio à porosidade da rocha, formando cavidades semelhantes a ossos verdadeiros. ‘‘O solo da região é composto por areias finas que foram banhadas, através do tempo, por soluções de água salgada. Essa areia cristalizada pode formar nódulos de concreção’’, explicou Archela. Também foram feitas experiências químicas com o material achado. Pingou-se ácido clorídrico e houve efervescência. Reação típica de fosserização. Este ácido em osso recente não causa reação alguma. O último teste feito na Universidade de Londrina foi através de estudos moleculares com lentes microscópicas, quando foi descartada a possibilidade do material ser um fóssil.(L.T.)

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