Compre pelas redes sociais
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Na última terça-feira, uma concessionária do Rio Grande do Sul realizou uma promoção inusitada: carros com descontos de R$ 2 mil a R$ 30 mil para quem comprasse veículos pela página da empresa no Facebook das 19h às 23h, por meio de um aplicativo desenvolvido exclusivamente para a ação. Na fanpage da concessionária, o consumidor visualizava as ofertas disponíveis e iniciava negociação via chat pelo aplicativo com os vendedores da concessionária.
"É uma questão de diferencial abrir um canal de vendas que ainda não existe", afirmou Leonardo Velloso, gerente de Marketing da Sinoscar. Terminada a ação, ele estima que tenham sido feitos mais de 150 contatos e acredita que uma boa quantia deles se converterão em negócios nos dias subsequentes. Esta foi a primeira ação do tipo da concessionária e a ideia é que mais delas sejam realizadas no futuro.
As redes sociais já são reconhecidas como um bom canal de relacionamento entre empresas e clientes, até que em 2011, surgiu no Brasil uma ferramenta que permite às empresas também efetuarem vendas pelo Facebook. A novidade estourou na época, levando muitas pessoas a abrirem uma loja na rede social sem mesmo ter maturidade para isso, observa Ricardo Grandinetti, gerente de Produto da LikeStore, um aplicativo brasileiro de vendas pelo Facebook. O resultado: veio a "moda ao contrário", o marketing negativo da ferramenta, vindo de pessoas que acreditavam que o recurso não trazia resultados.
No ano seguinte, o negócio do social commerce (comércio pelas redes sociais) amadureceu. Segundo Grandinetti, atualmente há 23 mil lojas e 300 mil usuários ativos na LikeStore. Há lojas que chegam a faturar R$ 300 mil ao mês. Mesmo com os altos e baixos, hoje o gerente da LikeStore acredita que as vendas pela internet no futuro, serão assim, mais pessoais.
A vantagem do social commerce, para ele, é que o comerciante consegue "rentabilizar" sobre seu público do Facebook e ainda criar engajamento. "O e-commerce em geral carece de calor, este contato mais próximo entre lojista e comprador, e isso acontece com o social commerce." Sem contar que os custos para isso são mais baixos. Para usar a LikeStore, a desenvolvedora do aplicativo fica com 2% das vendas. "Depende mais de força, conhecimento para envolver as pessoas do que fazer anúncio e converter (em vendas)", opina Grandinetti.
Entre casos de sucesso da LikeStore estão a marca de bebidas Chivas Regal, as bandas Skank, Ratos de Porão e A Banda Mais Bonita da Cidade, e os institutos Graac Combatendo e Vencendo o Câncer Infantil e Ronald McDonald, que recebem doações por meio da ferramenta.
Na visão do gerente, apesar das 23 mil lojas ativas na LikeStore, ainda há potencial de crescimento para o social commerce. A meta é atingir mil lojas ao mês. "O desafio inicial é ensinar a pessoa a vender." Para ele, só existe um mandamento para que uma loja na rede social seja bem-sucedida. "Preocupar-se com a construção do público e dialogar com ele." Como fazer isso? Disponibilizar conteúdo interessante na fanpage, saber o momento de fazer um anúncio e conhecer as redes sociais a fundo, diz.
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