Compra-se celular usado ou seminovo
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Com lançamentos de novos smartphones a todo momento, é natural que o número de aparelhos usados e dispensados aumente consideravelmente. Os fins que podem ser dados a eles incluem a gaveta, a doação ou a venda. Esta última opção tem rendido muitas ofertas de smartphones por aí, seja no mundo real ou no virtual. Mas como saber se o aparelho está mesmo em boas condições de uso e sendo comercializado por um preço justo?
O vendedor Eduardo Junior teve problemas ao aceitar uma oferta de dois celulares seminovos em um site de compra e venda. Na época, o aparelho tinha acabado de ser lançado e estava sendo vendido com um preço atrativo. Os aparelhos chegaram na caixa, com todos os acessórios, mas havia um porém: eram importados e não funcionavam no Brasil. Eduardo entrou em contato com o vendedor, com o site onde efetuou a compra e com o Procon, mas nada foi resolvido até agora. Ele chegou a levar os celulares para a assistência técnica, mas nada podia ser feito. "Agora estou vendo se consigo pelo menos vender algumas peças para diminuir o prejuízo", conta. O vendedor pagou R$ 500 em cada aparelho.
Antes de fechar a compra de um celular usado, o consumidor deve tomar alguns cuidados para acabar não fazendo um mau negócio. Além de avaliar o estado físico do aparelho, é preciso saber se o vendedor tem a Nota Fiscal do produto, mesmo que este seja de segunda mão. Com nota fiscal em mãos, o consumidor pode ter uma garantia a mais de que o celular não é roubado. "As pessoas perdem celulares e são roubadas com muita frequência", avisa Diógenes Silva Neves, supervisor técnico da Cellular Solution, em Londrina.
O aparelho roubado pode não funcionar, já que muitos deles têm funções que permitem bloquear e rastrear o celular para evitar o uso por outras pessoas. E mesmo que não tenham, o bloqueio pode ser feito via operadora, explica Guilherme Macedo, fundador da loja de compra e venda de celulares, Ziggo Shop. Celular com caixinha e acessórios originais também têm um ponto a mais. Comprando o aparelho nestas condições, as chances de que ele seja roubado também diminuem bastante, afirma Macedo.
Outro ponto importante a se notar é se o aparelho já entrou em contato com a água. Isto pode ser checado através de um selo quadrado de fundo branco, geralmente afixado junto à bateria do celular, junto ao plugue de fone de ouvido ou próximo ao chip. Se o selo estiver vermelho, quer dizer que ele já caiu na água, afirma Neves. E se o aparelho já foi molhado, corre o risco de parar de funcionar após alguns meses, completa Macedo.
Teste
"Em um primeiro uso, outros fatores como travamentos, erros e sobrecarga por apps de terceiros também já podem ser notados", orienta Neves.
Marcelo Oliveira, responsável pelo setor de relacionamento com o cliente da Brused, site de compra e venda de aparelhos da Apple, recomenda ao consumidor ainda testar todas as funcionalidades do aparelho, caso seja possível ter contato com ele. "Desde o Wi-Fi, câmera, botões, ligar e desligar, ver se não tem nenhum tipo de senha, se não está esquentando muito. Também é bom levar acessórios, como fone de ouvido, para testar o áudio." É importante checar se a tela não tem marcas ou está empenada.
Preço
Para saber se o preço que o vendedor está cobrando pelo aparelho é justo, valores em sites que comercializam celulares usados podem servir como um bom parâmetro, diz Oliveira, da Brused.
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