Se já existem tantas iniciativas para o mobile payment no Brasil, o que falta para que este sistema seja utilizado por aqui? ''Bancos se coordenarem e de fato implantarem (o sistema) em escala maciça'', responde Silvana Machado, executiva da ATKearney. Para ela, não há no País nenhum obstáculo em termos de tecnologia e aceitação da população que impeça a disseminação do m-payment.
O que ocorre, segundo Silvana, é que a população brasileira tem alto índice de bancarização e não cria pressão para que outras alternativas sejam procuradas.
O contrário acontece no Quênia. Lá, há pouca disponibilidade de agências bancárias e poucas pessoas com conta em banco, fazendo com que gigantes da telefonia criassem um modelo de dinheiro móvel - de grande reconhecimento mundial hoje - que permite aos quenianos transferirem dinheiro pelo telefone celular.
Fator de sucesso
Em paralelo às iniciativas das bandeiras de cartão de crédito, a executiva da ATKearney diz que a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) estuda o desenvolvimento de uma plataforma para o sistema de m-payment que integre as várias instituições financeiras.
''Isso se chama interoperabilidade, fator de sucesso para o modelo de m-payment no Brasil. No mercado brasileiro, que tem várias grandes operadoras e vários grandes bancos, se não houver um modelo mais colaborativo, acaba não conseguindo que o modelo ganhe escala.'' (M.F.C.)

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