Agência Globo/ReproduçãoProdutos HP: a empresa divulga para seus clientes um passo a passo de como identificar cartuchos de tinta originaisMais do que avisado dos riscos que corre comprando uma impressora por canais não-oficiais, o consumidor faz tudo certinho: procura as revendas autorizadas, adquire a impressora lá e, assim, garante a assistência técnica e os manuais originais, devidamente traduzidos. Na hora de trocar o cartucho de impressão, porém, cai na tentação do preço baixo, sem prestar atenção nos prazos de validade (há quem venda produtos muito baratos e esconda a data).
E também na autenticidade. É comum, por distração ou, o que é pior, total falta de conhecimento, se deixar enganar pela semelhança das caixas e acabar comprando os cartuchos falsificados do mercado. As consequências do uso de cartuchos indevidos são desastrosas e, na maioria das vezes, muito caras. Vão desde impressões ruins até a destruição da cabeça de impressão, acarretando, neste último caso, a perda total do equipamento, já que essa peça custa quase o preço de uma impressora nova.
O comércio de cartuchos falsificados é um problema não só para usuários desavisados, como também para fabricantes, que precisam explicar aos consumidores por que não se responsabilizam por defeitos provocados pelo seu uso. Os fabricantes também não dão garantia para defeitos provocados por uso de cartuchos de outros laboratórios, não-oficiais.
São os chamados cartuchos alternativos, produzidos legalmente com especificações que se aproximam do original e, geralmente, mais baratos. São problemas enfrentados por proprietários de impressoras que usam esses cartuchos alternativos, não recomendados pelos fabricantes, que mais dor-de-cabeça dão à Elgin, segundo o gerente de Marketing da empresa, Gino Cammarota.
‘‘A falsificação existe. Mas é um mercado tão ‘underground’, que a gente não sabe medir ou dizer como eles trabalham’’, comenta ele. Como exemplo disso, Cammarota lembra uma situação cada vez mais comum nas saídas de feiras de informática: gente que se aproxima dos visitantes oferecendo-se para comprar cartuchos de tinta vazios.
Apesar de reconhecer o problema da falsificação e do contrabando, a Elgin concentra esforços em convencer os clientes a evitarem cartuchos não-oficiais, porém legais: ‘‘A tinta é o sangue da impressora e a fórmula exata é guardada a sete chaves pelos fabricantes dos equipamentos’’.
Lívio Pereira, gerente técnico da Epson, também diz que é mais comum a empresa ter problemas com usuários que compram os chamados alternativos. ‘‘Isto porque os fabricantes de cartuchos não-oficiais não conseguem produzir tinta com as especificações exigidas pela máquina’’, explica. ‘‘O resultado é uma tinta com densidade diferente da original, que pode até entupir a cabeça de impressão’’.
Tanto Elgin quanto Epson recomendam que o consumidor preste atenção na cor da caixa, no número de registro e de patente e no nome do país de origem, para ter certeza de que está usando produtos oficiais. É bom guardar as caixinhas dos cartuchos que vêm com a impressora, para comparar depois.
Já a HP vem enfrentando problemas com falsificação. Para orientar seus
consumidores, preparou
um passo a passo, que está sendo distribuído para clientes e é reproduzido em parte aqui nesta
página.

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