ReproduçãoIsaac Asimov: projeções para o futuroPara o escritor, bioquímico e divulgador de ciências Isaac Asimov, os cometas são uma espécie de combustível que levará a civilização humana ao encontro de seu novo mundo. Em seu livro ‘‘Civilizações Extraterrenas’’ (Editora Nova Fronteira), Asimov mostra que o destino do homem na Terra está fadado a desaparecer quando o Sol (daqui a mais ou menos sete bilhões de anos) se apagar. Para o cientista, a solução para a manutenção da civilização humana está em grandes naves que formarão colônias espacias e ficarão à deriva no Universo, em busca de um planeta que possa novamente abrigar a raça humana.
Asimov acredita que, embora possa parecer maluca a idéia de condenar seres humanos e seus filhos e os filhos de seus filhos a uma viagem sem destino certo, onde gerações e gerações viveriam em uma nave durante toda sua existência, os caminhos que o homem trilha em relação às estrelas será este mesmo. Admitindo essa hipótese como verdadeira, essas naves-colônias, à medida que se distanciariam do Sol, distanciariam-se também de sua fonte de energia. Para o cientista ‘‘pouco a pouco as colônias ficariam menos dependentes do Sol’’ até que uma dessas colônias, através de uma tecnologia desenvolvida ao longo de muitos anos no espaço, dessistiria de ficar rodeando o Sol como uma mariposa e alçaria novos vôos.
Essa decisão no entanto só poderia ser tomada, segundo o autor, depois que essas colônias pudessem utilizar ‘‘algum avançado sistema de propulsão baseado na fusão do hidrogênio’’, e é aqui que os cometas entram de novo nessa história.
Em sua obra Asimov aconselha: ‘‘essas naves procurariam o rastro de um cometa na fronteira do sistema solar e ficariam à espera de um dos 100 bilhões de cometas ali existentes, que possuem hidrogênio suficiente, que serviria como combustível’’. Em resumo, essas naves estariam na verdade pegando ‘‘carona na cauda de um cometa’’.
Asimov ainda conclui que ‘‘um cometa poderia ser aprisionado e levado a reboque pelas colônias’’, como um tanque de combustível extra. Depois de acabada essas reservas de hidrogênio, não seria problema, já que ‘‘o Universo não se mostrará vazio e outras estrelas também terão nuvens de cometas em volta de suas órbitas’’. Enfim, uma estranha e bela fonte de energia. (I.L.)

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