Agência EstadoNovidadesOs portáteis mais sofisticados já usam chips Pentium MMX de 166 MHz, com leitor de CD-ROM de 10x e sistema de áudio embutidoEles são pequenos, leves, estão ficando cada vez mais poderosos e continuam caros. São objetos do desejo de todo apaixonado por computador. Desde o seu surgimento, os notebooks sempre despertaram o fascínio dos usuários e viraram símbolo de status. Pode não parecer, mas a tecnologia empregada nesses micros portáteis é muito superior à dos desktops, embora menos poderosos em termos de processamento do que os tradicionais micros de mesa. Mas a nova safra de portáteis começa a chegar com o chip MMX, garantindo mais autonomia e potência em aplicações de alta resolução, como games e softwares 3-D.
Para continuarem pequenos, os notebooks exigem um sofisticado trabalho de engenharia para a miniaturização de seus componentes. Como utilizam bateria, o consumo de energia deve ser baixo. E este é um outro fator complicador, já que, ao mesmo tempo, o usuário exige que a máquina tenha uma tela colorida grande e de boa resolução, leitor de CD-ROM e até fax/modem.
Os fabricantes afirmam que tecnologicamente o produto já está maduro. Chegou-se a um certo consenso no tamanho (pouco maior do que uma agenda de mesa) e peso do equipamento (em torno de 3 kg). O tamanho da tela de cristal líquido atingiu 13,1 polegadas (o que equivale em área útil a um monitor de 15 polegadas) e não deve crescer mais. Os modelos mais sofisticados usam telas com tecnologia matriz ativa, em que cada ponto da tela possui, por trás, um elemento ativo, conferindo maior luminosidade em quase toda área. Assim, o usuário pode ter uma boa resolução na maior parte da tela. ‘‘Antigamente, as telas eram muito limitadas. Havia boa resolução apenas no centro da tela. Com os displays dual scan, que dividem a tela em duas partes, houve uma melhora, já que passaram a existir duas regiões de boa resolução’’, explica Maurício Almeida Miguel, gerente de Marketing da Itautec. Ainda há problemas de resolução nos cantos da tela, mas a próxima geração de displays, com tecnologia de plasma, deve resolver essa limitação.
Quanto ao consumo de energia, a própria Intel desenvolveu uma linha de processadores para notebooks, com voltagem de 2,9 volts e encapsulamento diferenciado, em que o chip está depositado em uma espécie de película. Eles estão disponíveis nas versões Pentium 120, 133 e 150 MHz e Pentium MMX de 133, 150 e 166 MHz. Esse tipo de processador é soldado na placa. Isso evita problemas de mau contato, já que o equipamento é transportável e pode sofrer algum tipo de impacto. A desvantagem é que descarta a possibilidade de upgrade de processador. E um aviso: há fabricantes oferecendo notebooks com chips para desktop (micros de mesa). Com isso, o equipamento fica mais pesado, consome mais energia (diminuindo a autonomia da bateria) e pode apresentar mau contato do processador, já que ele vem espetado.
Se tecnologicamente o notebook é um produto maduro, ainda falta resolver a questão do preço, muitas vezes proibitivo. Há modelos custando R$ 18 mil! Mas até o fim deste ano pode ser que os preços caiam. As vendas têm crescido e pelo menos três empresas afirmam que fabricarão seus produtos no Brasil: Compaq, ABC Bull e Semp-Toshiba. Com os benefícios do Processo Produtivo Básico (PPB) _ isenção de Imposto de Importação e IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) -, essas empresas prometem derrubar os preços.

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