Allan Ingles, Isadora Crude e Renata Igarashi, estudantes da 8 série da Escola Educacional MAF, são usuários assíduos das redes sociais. Twitter, Orkut, Facebook, MSN e Formspring já fazem parte do vocabulário deles.
Eles dizem que estão cientes de que perigos em deixar informações pessoais visíveis na web existem e não muito distantes. ''Hoje em dia é muito fácil encontrar uma pessoa'', opina Renata. ''Com o Photoshop (programa de edição de fotos), é possível fazer montagens com as fotos'', diz Isadora. A possibilidade de sequestros falsos partindo das informações que pessoas com más intenções podem encontrar nas redes é outro risco iminente, relatam.
Quanto às informações que eles disponibilizam nos seus perfis, os três afirmam usar ''filtros'' para selecionar as pessoas que podem visualizá-las. ''Uso para as fotos, depoimentos e recados e permito acesso só de amigos'', conta Renata. Mas eles também concordam que existem pessoas que não têm essa preocupação. ''Quem quer conhecer mais gente deixa aberto para todo mundo ver'', comenta Allan.
Em geral, eles afirmam manter contato com amigos nas redes sociais, mas dizem saber ''separar o joio do trigo'' na rede. Isadora dá a primeira pista: ''Dá para saber se o perfil é de verdade ou 'fake' (falso) porque a pessoa (com perfil fake) não vai ter foto do dia a dia''. ''Geralmente são usadas fotos do Google (fotos falsas)'', acrescenta Allan. ''Foto de perfil fake tem sempre as mesmas características, uma pessoa loira, de olhos azuis'', completa Renata, bem-humorada.
Usar os filtros, deixar o mínimo de informações pessoais e da família visíveis nos perfis, investigar quem pede para adicioná-lo e dar ouvidos aos pais são algumas recomendações dos jovens para não correr perigo na rede. (M.F.C.)

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