Clinton libera exportação de criptografia
Edinelson Alves,
Especial para a Folha
e Agência O Globo
Na queda de braço político x econômico, o fator econômico falou mais alto e o governo americano decidiu liberar a exportação de produtos com criptografia de 64 bits e também de 128 bits, a última para 43 países. O presidente Bill Clinton sempre se manteve ao lado das agências de segurança e das autoridades judiciais, que defendem as restrições como necessárias para o combate ao terrorismo e ao crime de informática. Só que as restrições não impedem o acesso dos criminosos a tecnologias produzidas dentro ou fora dos EUA.
As empresas de informática e eletrônica, produtoras dessas tecnologias, argumentam que as limitações à exportação as impede de competir no mercado global. Do mesmo lado estão as associações de defesa dos direitos e liberdades civis, que exigem o livre acesso à alta tecnologia de cifragem como medida essencial para a proteção da privacidade individual no mundo eletrônico.
Até agora, empresas de software e hardware só podiam exportar produtos de codificação pouco sofisticada (geralmente, até 56 bits).
A medida vai acabar praticamente com a política de atribuição de licenças de exportação caso a caso, utilizada até agora para a cifragem mais sofisticada, um processo lento e moroso - que tem contribuído para que muitas empresas de software e hardware reduzam os níveis de cifragem dos seus programas e equipamentos (mesmo para consumo interno).
De qualquer forma, continua a ser proibida a venda para sete países proibidos, acusados de terrorismo: Iraque, Irã, Líbia, Síria, Sudão, Coréia do Norte e Cuba. A maioria das associações do setor e das empresas vieram a público aplaudir a iniciativa de Clinton.





