O fumo é responsável por um terço de todos os casos de câncer diagnosticados no ocidente. Segundo o INCa, o hábito de fumar cigarros, charutos, cachimbos e cigarros de palha apresenta uma relação causal direta com cânceres de pulmão, laringe, cavidade bucal, lábio, faringe, esôfago, pâncreas, bexiga e rim, e está implicado, em grau moderado, com os cânceres de estômago e do colo-uterino. O tabaco é considerado pela Organização Mundial da Saúde a maior causa isolada e evitável de doenças e mortes no mundo.
O médico londrinense Mário Liberatti explica que, quando uma pessoa fuma, os produtos do metabolismo do tabaco liberam substâncias que através da circulação sanguínea atuam em vários órgãos. ‘‘Uma pessoa lança mais de mil agentes carcinógenos no organismo. E isso pode afetar tanto o fumante ativo quanto o passivo’’, diz.
Para evitar um câncer decorrente do tabagismo, o melhor método é a prevenção. É que o raio X do tórax não foi aprovado como método de diagnóstico precoce em screnning (diagnóstico de massa) da população. Ele não é preciso. Se o paciente faz exames regularmente, é possível que o câncer não esteja num estado avançado, mas também pode não estar no inicial.
O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Artur Katz, revelou um dado de alerta sobre o cigarro. ‘‘Aumentou o número de mulheres que fumam. Nos Estados Unidos, o câncer de pulmão ultrapassou o câncer de mama. Aumentou de 40 a 50 vezes nos últimos anos’’. (J.S.)

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