Cientistas buscam a solução
Circulam entre os cientistas as mais diversas idéias e opiniões para solucionar o problema. Alexander Kellner, paleontólogo do Museu Nacional (RJ) sugere que a questão seja debatida abertamente pela sociedade. Paulo Brito, biólogo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, acredita que o primeiro passo seja conscientizar a população local da importância científica do sítio fossilífero do Araripe. Outra medida que fortaleceria a ciência nacional, a seu ver, seria o incentivo a projetos de pesquisa de longo prazo e interdisciplinares.
Quanto à problemática social, Ismar de Souza Carvalho analisa: O que falta é uma política pública decente que dê condições para que as famílias dos peixeiros vivam somente da agricultura e da extração de calcário para utilização industrial. Ismar é enfático com relação à fiscalização: ela deveria ser draconiana. Já David Martill, da Universidade de Portsmouth (Inglaterra) acha que o Brasil faria melhor se legalizasse o comércio de fósseis: Se isso fosse administrado por uma agência central, o país pelo menos obteria dinheiro através de impostos.
O fiscal José Arthur propõe uma missão diplomática para que o Brasil possa reaver as peças que saíram do Brasil nos últimos 25 anos. A proposta tem embasamento legal no decreto nº 73.312 da Unesco, de 31 de maio de 1973, que proíbe a importação e exportação ilícitas de bens culturais, termo em que se enquadram os fósseis. (F.P.)





