Ciência reconhece hominídeo de Uganda
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quarta-feira, 30 de abril de 1997
France Presse 
Viagem no tempoA Ciência retrocede na História, em busca dos ancestrais do homem. Do Australo-
pithecus ao homem moderno a diferença está nos crânios cada vez maioresUma equipe de pesquisadores norte-americanos descobriu recentemente, em Uganda, fósseis de um hominídeo com mais de 20,6 milhões de anos e que seria assim o ancestral comum mais antigo do homem e do macaco, segundo revela a revista Science.
A equipe, dirigida pelo antropólogo Daniel Gebo, da Universidade de Illinois, baseou-se na descoberta, nos anos 60, de uma primeira série de fósseis, confirmada em 1994 e 1995 por novas descobertas de ossos no mesmo sítio de Moroto, em Uganda.
Os fragmentos da face, dentes e vértebras descobertos nos anos 60 foram datados no período do Mioceno, entre 25 milhões e 10 milhões de anos, e os antropólogos os atribuíram a um macaco com aparência humana, rejeitando categóricamente considerá-lo um ancestral do homem.
De acordo com a nova pesquisa, os fragmentos de uma caixa craniana de um hominídeo descoberto por uma segunda expedição permitiram fixar a idade do fóssil em cerca de 20,6 milhões de anos.
A descoberta permitiu igualmente precisar a morfologia e o funcionamento motor desta espécie de hominídeo e concluir que seus ombros e sua coluna vertebral coincidem com a dos macacos e homens descritos na árvore genealógica da espécie humana.
Esta espécie está ligada ao grupo de todos os hominídeos vivos e representa o mais antigo hominídeo com características comuns a macacos e homens, destaca o estudo.
Os pesquisadores concluíram que este hominídeo de uma categoria desconhecida deveria chamar-se Morotopithecus Bishopi, em referência ao local da descoberta (Moroto) e ao antropólogo W. Bishop que encontrou os fósseis.


