A esperança de vida mais longa para as pessoas aumenta há mais de um século para a espécie humana, uma evolução que segue se comprovando e que pode invalidar a idéia de um limite biológico, segundo as conclusões de um estudo que a revista ‘‘Science’’ publicou na última quinta-feira.
A equipe de pesquisadores, dirigida pelo doutor John Wilmoth, professor de Demografia da Universidade de Berkeley, perto de São Francisco (Califórnia), estudou os registros de mortes entre a população sueca, considerados como os mais precisos do mundo.
As conclusões dão conta de que em 1860, a idade dos mais idosos chegava no máximo a 101 anos, a média passou para 105 em 1960, e para 108 em 1990.
Até hoje, a maioria dos cientistas achava que a vida humana estava limitada no plano biológico a uma média máxima de 120 anos.
‘‘Mostramos que a duração da vida está mudando. Não é uma constante biológica’’, afirma John Wilmoth, que acha que as próximas gerações poderão ultrapassar esse limite.
A tendência do aumento da idade máxima se acelera desde os anos 70, frisa o pesquisador. ‘‘Isso por causa dos progressos na área médica e, principalmente, na compreensão das doenças cardíacas e derrames’’, acrescenta.
A causa principal da aceleração é atribuída, segundo ele, a uma sobrevivência acrescentada por novos avanços da medicina após os 70 anos.

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