Chuva de cometas
Novas imagens captadas pelo satélite americano, Polar, confirmam a teoria de que minúsculos cometas atravessam a atmosfera terrestre e, a todo tempo, trazem água para nosso planeta, segundo especialistas da American Geophysical Union (AGU).
Essas bolas de neve cósmicas são do tamanho de uma casa, pesam dezenas de toneladas e se desintegram a altitudes entre oito mil ou 24 mil quilômetros, liberando grandes nuvens de vapor nas camadas mais altas da atmosfera, indicou o doutor em Astronomia pela Universidade de Iowa, Louis Franck.
Essa chuva cósmica, relativamente moderada, que supostamente, pode conter compostos orgânicos simples, alimenta o desenvolvimento da vida em nosso planeta, precisou Franck numa reunião na American Geophysical Union, em Baltimore (Maryland).
Anunciada pela primeira vez em 86, a teoria da chuva de cometas descoberta por Franck despertou polêmica na comunidade astronômica internacional.
A maioria dos cientistas, achava que manchas escuras observadas pelo astrônomo sobre imagens ultra-violetas captadas pela sonda Dynamics Explorer 1, não ilustravam a desintegração de pequenos cometas carregados de água, mas sim eram provocadas por uma simples falha no funcionamento dos instrumentos fotográficos da sonda.
As novas imagens das câmeras do Polar confirmam não só que essas manchas são água, mas mostram claramente sua desintegração na atmosfera. Segundo essas imagens, a Terra é bombardeada por entre cinco e 30 cometas de água espacial, a cada minuto.





