Arquivo FolhaPoderO processador é o motor do computador. Quanto maior a potência, maior a capacidade de processamentoQuando se fala em computador, as atenções sempre se voltam aos processadores. E não é à toa: os investimentos aplicados em pesquisa e desenvolvimento chegam à casa dos bilhões de dólares anuais nesta área, o marketing dos fabricantes (em especial da Intel) é bastante agressivo e a tecnologia empregada é muito sofisticada. Eles já conseguem colocar em uma pastilha de silício, pouco maior que a unha do polegar, nada menos do que 8 milhões de transistores, como é o caso do chip K6 da AMD.
O processador é o ‘‘motor’’ do computador. Quanto maior a potência, maior será a capacidade de processamento. Agora, de que adianta colocar o motor de um carro de Fórmula 1 em um Fusca? A informática vem passando por esse problema: enquanto a capacidade dos processadores dobra a cada ano e meio, o resto do sistema não tem acompanhado essa evolução na mesma velocidade. Isso cria os chamados gargalos.
Um velho conhecido é o gargalo de I/O (Input/Output), ou de entrada e saída dos dados. É a linha de transmissão entre os periféricos e o processador. Sabe por que você precisa instalar cada vez mais memória no seu micro? Por causa da lentidão do disco rígido, que é um aparelho eletromecânico. Se toda vez o processador tivesse de solicitar os dados ao disco, a operação demoraria uma eternidade. Então, é importante que as informações já estejam à disposição na memória RAM (Random Access Memory).
Um novo gargalo que vem surgindo está justamente na memória, que vem evoluindo, mas de forma lenta em comparação aos processadores. O tipo de memória mais usado hoje é a EDO (Extended Data Output), uma versão melhorada da memória DRAM (Dynamic Random Access Memory). Começam a chegar ao mercado as memórias Synchronous DRAM ou SyncDRAM, que são, em média, 15% mais rápidas que as EDOs. Essa nova tecnologia sincroniza o clock da memória com o clock da CPU. Essa sincronização é que proporciona o ganho na comunicação entre os dois.
‘‘O gargalo entre o processador e a memória realmente começa a existir. A saída que se tem encontrado é o uso da memória cache, uma memória secundária que é cerca de três vezes mais rápida do que a memória RAM’’, comenta o diretor-comercial da AMD do Brasil, José Carlos Yazbek. Segundo conta, esse problema irá persistir até que se resolva a limitação no barramento dos
microcomputadores (vias onde os dados trafegam), que hoje é de 66 MHz. ‘‘Isso vale tanto para a memória quanto para os periféricos. Teoricamente, a saída seria alargar esse barramento ou criar múltiplas vias’’, diz.
O diretor de tecnologia da Intel do Brasil, Milton Isidro, concorda com a tese e acrescenta: ‘‘Foi por isso que mudamos o encapsulamento do Pentium II, que vem como um cartucho para ser espetado em um slot. Em breve, isso proporcionará que o barramento chegue até 100 MHz. Além disso, o Pentium II vem com cache primário de 32 KB interno e um cache secundário, na cápsula, de 512 KB, o que já resulta em aumento de velocidade’’, afirma.

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