China quer incentivar uso da rede mundial
China quer incentivar
uso da rede mundial
Ednelson Alves
O Comitê de Comércio da Câmara dos Estados Unidos prevê que o comércio eletrônico alcançará US$ 500 bilhões até 2002. Essa é apenas mais uma estimativa do boom que vive a Internet no mundo. Um exemplo dessa explosão eletrônica vem da China. Apesar de prevalecer o antigo regime político, o governo chinês está dando toda ênfase à modernização tecnológica. Dezenas de milhões de dólares estão sendo investidos para garantir o acesso à Internet em todas as regiões do país. O governo praticamente obriga as empresas a criar um site na Web para fomentar o comércio eletrônico.
Só para comparar: em 1991 a China tinha dois mil computadores pessoais, a maioria dentro das universidades. Atualmente são vendidos quatro mil novos PCs por dia, dois mil dos quais equipados com conexão de Internet. As últimas estatísticas revelam que em apenas dois anos a Internet passará de 20 mil para 900 mil usuários. A previsão é de que até dezembro serão 1,5 milhão de chineses ligados à rede. Para o ano 2000, os especialistas afirmam que 10 milhões (ou até mesmo o dobro disso) de usuários chineses estarão usando a Internet.
Como um Pentium 2 custa US$ 1.000, exatamente três meses de salário de um pai de família que ganha razoavelmente bem e o custo da hora sai por US$ 1,25 (não há conexão mensal e por tempo ilimitado) foram criados em Pequim três Internet Cafes. É um novo tipo de comércio que atrai os sem-computadores.
Apesar de determinar que a tecnologia da informação é uma prioridade para o país, o governo chinês manteve algumas regras para garantir a ordem on line. Há punições para quem espalhe boatos, promova superstições feudais ou prejudique a reputação de órgãos estatais. Entre as penalidades estão: multas, prisão ou confisco do computador. (de Orlando)





