Chegou a vez das imagens reproduzidas por scanner
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segunda-feira, 21 de dezembro de 1998
Agência O Globo 
Sabe-se pouco sobre o mercado de scanners de mesa do país, mas numa coisa os fabricantes concordam: nunca se vendeu tanto por aqui. Cada empresa tem suas estimativas, nada é oficial. O IDC, por exemplo, não tem estudo sobre o tema.
Mas a fabricante TCE diz que as vendas - de todas as marcas - quase dobraram de 97 para cá. Nota-se a febre de consumo pelo otimismo dos que lançam mais e mais produtos. Em outro ponto, muitos são do mesmo parecer: o usuário doméstico ainda não sabe comprar um tipo de equipamento que pode não ser muito útil se for barato demais.
Até há dois anos, quem precisasse de uma imagem para um servicinho doméstico no PC tinha duas opções: ou recorria a um birô especializado ou se dispunha a desembolsar cerca de mil reais para ter um scanner de resolução razoável.
DivulgaçãoBaixoO S440 da TCE, para usuários domésticos, tem 600 dpi e um dos preços mais baixos do mercado: R$ 160,00Mas, como tem acontecido com as novas tecnologias, o preço do equipamento caiu. Pela mesma quantia com que se compra uma jato de tinta, adquire-se um scanner que pode fazer bonito. Um modelo de 600 dpi (ou pontos por polegada) já sai por menos de R$ 400,00. Nas lojas de departamentos de Londrina, encontra-ser modelos até por menos de R$ 200,00 quando eles estão em promoção.
O resultado dessa queda de preços é uma farra de vendas. A TCE, líder do mercado de scanners, estima que, de 97 para 98, o crescimento foi de 90%. Teriam sido vendidos 320 mil unidades, de diferentes marcas.
Para 99, apesar da propalada crise, há otimismo. De acordo com Richard Kenj, coordenador de produtos de informática da TCE, o mercado ainda tem fôlego para crescer: ele acredita que o aumento será de 30%.
Para Kenj, a queda dos preços está mudando o perfil dos compradores: Quando o usuário doméstico já não compra o scanner com o PC e a impressora, compra logo em seguida.
Eduardo Yamashita, gerente de marketing de produtos da área de scanners da HP, não tem números para divulgar - a empresa tem como estratégia não anunciar sua participação no mercado - mas concorda que as vendas sobem.
Não só porque o preço vem caindo, mas também porque cada vez mais se usa a imagem. Ou por causa da Internet ou porque as jatos de tinta com qualidade fotográfica e os softwares gráficos são cada vez mais acessíveis.
O problema, de acordo com Everaldo Palumbo, gerente de produto da Epson, é que muitas vezes o usuário acaba seduzido pelo preço baixo e compra produtos de qualidade também baixa.
Para o especialista em hardware Laércio Vasconcelos, isso acontece porque o consumidor em geral se ilude com a alta resolução interpolada anunciada pelo fabricante de scanner e se esquece que o importante é prestar atenção na resolução óptica.
Explica-se: a resolução óptica é a definição propriamente dita. É a verdadeira capacidade de um scanner capturar figuras com detalhes mínimos. Os mais baratos atingem resoluções normalmente baixas e simulam resoluções mais altas através de interpolação, um processo matemático no qual são preenchidos os pontos não detectados inicialmente pelo scanner.
Os melhores scanners de mesa operam com resoluções ópticas de 600 por 600 dpi ou superiores. Através de interpolação, atinge-se resoluções mais altas, como 2.400 por 2.400 dpi. Na verdade, a definição não aumenta:
Laércio lembra que qualquer software para tratamento de imagens consegue partir de uma figura com resolução baixa e fazer uma mudança de escala atingindo resoluções mais altas. O consultor, que tem uma página na Internet (www.laercio.com.br), lembra também que, quanto maior a resolução, maior será o espaço em disco necessário para gravá-la.
Para apresentar uma imagem na tela do micro, uma resolução de 200 dpi já é satisfatória. Nos novos modelos, a conexão com o PC é feita através da porta paralela (LPT1), a mesma da impressora. Antes, os scanners vinham com placa SCSI e era preciso abrir o gabinete para instalá-lo.
E, por fim, outra sugestão de Laércio Vasconcelos para quem tem problemas com a instalação (ele diz que os casos são muito raros): se houver dificuldades para usar um dos dois periféricos pendurados na porta paralela, deve-se instalar uma caixa comutadora e pronto.
SERVIÇO
TCE: O S440, de 36 bits, tem resolução óptica de 300dpi por 600dpi e interpolada de 9.600dpi. Custa R$ 160. O S520, 36 bits, tem resolução óptica de 600 por 1.200dpi e interpolada de 19.200. R$ 260. Informações: 0800-15-7878.
HP : ScanJet 4100C, 36 bits, de R$ 360, resolução de 600 por 600dpi. A empresa diz que usa a resolução vetorial, que ofereceria mais qualidade que a interpolada. Vem com Adobe Photo De Luxe. Informações: 0800-157-751. Em São Paulo: 822-5565.
EPSON : Expression 600, 36 bits, 600dpi. O preço médio é de R$ 500. A empresa tem mais modelos para uso profissional. Informações: 0800-55-1441 ou 0800-55-0535
ASAKI : O modelo Asaki 19.200 tem resolução óptica de 600 por 1200dpi, mas quando é interpolado chega a 19.200. Custa R$ 300. Informações: 011- 533-3866.
MICROTEK : ScanMaker 4, 36 bits, de resolução óptica de 600 por 1.200dpi e interpolada de 9.600. Com adaptador de transparência e gaveta para slides de 35mm. Preço sugerido de cerca de R$ 1.400. ScanMaker 5, 36 bits, de resolução óptica de 1.200 por 1.200dpi e interpolada de 8.000dpi. Além do OmniPage e do Photoshop, vem com Painter 5. Cerca de R$ 4.150. Informações com o distribuidor On Line: 021-572-7864.
VIDEOCOMPO : Simplex DP 60 de resolução óptica de 600 por 1.200dpi e interpolada de 9.600. Custa cerca de R$ 260. Informações 011-524-4461.
IBM : IdeaScan, 36 bits, resolução óptica de 600 por 1.200dpi e interpolada de 9.600dpi. R$ 300. Informações: 0800-111426.


