''Chats parecem muito mais uma brincadeira''
Chats parecem
muito mais uma
brincadeira
A universitária Lara Haje, de 21 anos, uma das pesquisadoras do grupo, também é internauta: na rede, ela edita a revista virtual Bras-ilha. Por e-mail, ela deu a seguinte entrevista:
O anonimato estimula o surgimento de comportamentos transgressores?
Lara Haje- No caso dos chats de sexo, o anonimato favorece diálogos pornográficos, importados de revistas do gênero. Não podemos falar que são comportamentos transgressores, já que são importação do que a mídia produz.
Então levaria a um comportamento mais autêntico?
Acredito que não, pois a preocupação com o que o outro vai pensar continua sendo muito grande nos chats, talvez até maior do que fora da rede. O usuário de chat tem de atrair o outro somente com o seu papo. Então ele usa um discurso que sabe que vai agradar. Por exemplo, é muito mais provável que você vai agradar acariciando (ou dizendo que acaricia) os seios do que os pés!
Homens e mulheres são diferentes nos chats?
É difícil dizer quem é homem e quem é mulher na rede. O que podemos dizer é que o modo predominante de se comportar nos chats de sexo é masculino.
É possível afirmar que as pessoas ficam excitadas na frente do computador?
Pelo discurso das pessoas, os chats de sexo parecem muito mais uma brincadeira, um jogo, do que algo sério. Muitas vezes alguém escreve: Vc quer fazer sexo virtual?. E o outro responde: Sim. E o jogo começa, como se bastasse apertar um botão para o outro ficar excitado. Nesses casos, que são muitos, é difícil acreditar que o outro está excitado. (Agência O Globo)





