Chats e sites de ídolossão os preferidos
Luis Lomba
Sucursal de Curitiba

Gilson CamargoJoel Vieira (em primeiro plano), 10 anos: em casa e na escolaA Internet abre para as crianças um vasto leque de possibilidades, que vão das pesquisas para trabalhos escolares a passeios por sites de seus ídolos das histórias em quadrinhos, clubes de futebol e esporte em geral, sem esquecer dos bate-papos com internautas de outros pontos do planeta. A interface gráfica de linhas de serviços como Cadê? e Yahoo facilita o acesso aos mais variados sites disponíveis na rede, possibilitando a consulta por temas e clicks de mouse, sem precisar saber o endereço deles na rede.
Além de ajudar a melhorar o desempenho escolar, a Internet também é área de paquera da garotada. ‘‘A vez mais legal que eu entrei na Internet foi com uma amiga, e conversamos com uns garotos do Rio de Janeiro e de Belém (PA). Primeiro foi com o Rodrigo. Eu escrevi ‘‘quer conversar comigo?’’ e ele respondeu que sim. Depois perguntou se nós duas tínhamos namorado. Dissemos que não e perguntamos a mesma coisa. Batemos um papo lá e depois ele disse que estava na hora de ir embora’’, conta Hanna Jorge, dez anos de idade.
A curiosidade das crianças, reconhecidamente sem limites, às vezes descamba para o mórbido. Um dos sites mais procurados é o que arquiva fotos dos corpos dilacerados dos Mamonas Assassinas mortos. ‘‘Entrei na Internet e depois imprimi a foto deles mortos, para mostrar aos meus amigos’’, conta Gustavo Barreira, dez anos de idade. Segundo ele, sua melhor experiência na Internet foi quando visitou o site da Nasa e viu fotos do sistema solar e de lançamentos de foguetes.
Outra possibilidade na Internet é o bate-papo com estrangeiros ligados na rede. ‘‘Meu irmão falou com os EUA e pediu gravuras dos X-Men e do Wolverine. Eles mandaram e ele imprimiu os desenhos’’, diz Hanna. ‘‘Uma vez eu e meu irmão ‘falamos’ com um norte-americano. Ele mandou uma foto e estava todo descabelado. Escaneamos uma foto nossa e também mandamos para ele. Depois ele ficou mostrando fotos dos EUA’’, lembra Eduardo Galeano Ferreira Neto, que diz ter passado umas duas horas nesta ‘brincadeira’.

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