O internauta brasileiro é mais jovem que no resto do mundo, há praticamente um empate técnico entre homens e mulheres na navegação virtual e, seja qual for o sexo, eles adoram portais e um bom chat. Estas são algumas das características detectadas por pelo menos três instituições de pesquisa que procuraram medir o perfil Web tupiniquim.
A pesquisa mais recente é da Media Metrix, que, baseada numa análise dos dez maiores mercados metropolitanos do País (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Curitiba, Brasília e mais o interior de SP), chegou ao total de 5,5 milhões de internautas.
‘‘Baseados nisso e no estudo de várias fontes, fizemos uma projeção nacional e estimamos que 8,6 milhões de pessoas usaram a Internet no mês passado’’, explica Angela Marsiaj, diretora geral da Media Metrox no Brasil.
Os 5,5 milhões batem, em média, com números aferidos pela Ipsos Latin America, que põem o Brasil em 10º lugar na lista dos que têm usuários frequentes da Web (no mundo, há 300 milhões de internautas) e pelo IDC Brasil, que projeta um total de 5,7 milhões para o fim do ano (crescimento de 60% em relação a 99).
Segundo a pesquisa da Media Metrix, entre os sites de maior audiência estão portais como UOL, Yahoo, Altavista, Globo.com, AOL, IG, MSN e StarMedia. Entretanto, serviços como mensagens em tempo real (ICQ), redirecionamento de URLs (V3, CJB Net) e hosting (HpG) também aparecem destacados.
‘‘Softwares tipo ICQ aparecem em quase 100% dos casos’’, diz Pierre Cohen, diretor da Ipsos Latin America. ‘‘O brasileiro entra na Rede muito mais por comunicação. O chat é um grande destaque nos países latinos em geral e no Brasil em particular.’’
Segundo a Media Metrix, a faixa etária em que se dá a maior parte do acesso por aqui oscila entre 18 e 24 anos (32,5%). Há 57% de homens contra 43% de mulheres navegando. Mais de 45% dos usuários têm filhos e há 40% casados contra 54% solteiros. A maioria começou a entrar na Rede nos últimos dois anos.
Segundo o country manager do IDC Brasil, Ruy Mendes, o número de transações de e-commerce também aumentou. Estima-se que 900 mil usuários estejam fazendo compras on-line até o fim do ano (em 99 já eram mais de 568 mil).
‘‘E o número de internautas deve praticamente dobrar até 2003, chegando a 11 milhões’’, diz. ‘‘O internauta ainda é predominantemente classe A e um pouco classe B, devido à soma do custo do equipamento com o da conexão. O acesso a conteúdo, portais e chat se destaca’’, completa. Quanto aos usuários WAP, o IDC Brasil estima que eles cheguem a 450 mil até o fim do ano (2% do total de usuários de celular no País).

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