Certificadora implanta sistema
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quarta-feira, 11 de junho de 1997
Agência Estado 
A carioca CertiSign, primeira certificadora digital da América Latina, iniciou suas atividades na semana passada. De acordo com Márcio Liberbaum, sócio-diretor da empresa, foram investidos cerca de US$ 1,5 milhão no desenvolvimento de tecnologia própria. Para isso, os padrões internacionais tiveram de se ajustar às particularidades brasileiras, principalmente em relação à parte jurídica.
Certificar não é apenas assinar, mas dar fé à identificação conferida. Em uma transação eletrônica, a empresa certificadora é um terceiro elemento idôneo, atestando que os envolvidos são quem afirmam ser, explica Liberbaum.
Para se tornar uma Certification Authority (CA), a empresa deve seguir uma série de procedimentos. Um deles é divulgar publicamente um CPS (Certification Practice Statements), explicando os procedimentos que utiliza e detalhando as operações técnicas. O nosso nome consta na página da Netscape, na Internet, como empresa certificadora. É um aval da Netscape em relação ao nosso trabalho. Também já estamos acertando com a Microsoft, comenta o executivo.
Para o usuário a certificação custa R$ 30,00 ao ano, fora custos com cartório. Na home page da CertiSign
(www.certisign.com.br), o internauta solicita o cadastramento e preenche uma ficha com seus dados.
Neste momento, o sistema cria duas chaves de criptografia (pública e privada) que são instaladas no disco rígido. Pelo correio, ele irá receber um termo de adesão, o qual deverá assinar em um cartório. Ao receber esse documento, a CertiSign o envia a um cartório de Registro de Títulos de Documentos. Com a parte burocrática resolvida, o usuário já pode desfrutar do sistema. Os procedimentos para as empresas são semelhantes. Para o servidor, custa R$ 395,00 no primeiro ano e R$ 100,00 na renovação (o certificado é trocado a cada ano por questões de segurança).


