O cartão magnético da Rede Super Fácil vai poder ser utilizado em microcomputador com o ambiente Windows já no início de 97. A compatibilidade do cartão magnético - o ‘‘dinheiro de plástico’’ - com o Windows está sendo desenvolvida pela Bastec Tecnologia e Serviços, empresa de informática de Curitiba. A previsão é que os primeiros programas para dar ao cartão acesso ao Windows comecem a ser instalados até março.
Hoje, os cartões da Rede Super Fácil exigem que o comerciante adquira um terminal de ponto de venda (PDV) e um pequeno teclado para o cliente digitar a senha, num investimento calculado em cerca de R$ 1 mil. Com a compatibilidade com o Windows, o comerciante que tiver um micro como caixa, equipado com Windows, não precisará de outro terminal. Bastará uma leitora de cartões e um teclado para a senha, com gasto de R$ 250.
A Rede Super Fácil opera um sistema de compras com cartão que funciona em centenas de estabelecimentos dos Estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Espírito Santo. São 550 terminais de pontos de venda no Brasil e mais 150 no Paraguai, que realizam 200 mil transações mensais, movimentando R$ 7,5 milhões por mês.
Com a compatibilidade com o Windows, mais 500 pontos da Rede Super Fácil devem entrar em operação no primeiro trimestre de 97. Os maiores usuários da Rede são postos de combustíveis e farmácias. ‘‘Queremos criar uma cultura de utilização do cartão magnético como é com o cartão de crédito’’, revela o gerente de negócios da Bastec, Esdras Leon.
A Rede opera com 42 bancos conveniados. Para o cliente, o cartão significa comodidade, já que ele pode realizar pagamentos à vista ou a prazo (como se fosse um cheque pré-datado). Para o comerciante, a maior vantagem é a garantia de crédito na conta corrente. Nos pagamentos à vista, a Rede repassa o crédito independente de o cliente ter fundos ou não na conta corrente. Cada operação não demora mais que 30 segundos.
Cooperação A Bastec e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC) firmaram um acordo pelo qual alunos de informática da universidade estão podendo participar do desenvolvimento de softwares para automação comercial.
A primeira equipe, formada por dois alunos e dois professores, trabalha desde novembro no desenvolvimento de um programa de automação comercial que deve ser apresentado pela Bastec ao mercado em março de 97.

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