Capital estrangeiro jorrou em Ponta Grossa
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quinta-feira, 24 de maio de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
Ponta Grossa ganhou diversas indústrias nos últimos quatro anos, acentuando o desenvolvimento tecnológico da região. Nesse período, o município passou a produzir carpetes, mangueiras para veículos, embalagens longa vida, painéis de madeira e agora prepara-se para produzir glicerina. As indústrias são, na sua grande maioria, de capital estrangeiro: belga, no caso dos carpetes, e alemã na produção de mangueiras para veículos.
Entre as empresas que se destacam na implantação de novas tecnologias no Estado estão a Tetra Pak, empresa de capital sueco que produz embalagens longa vida, e a Masisa do Brasil, de capital chileno, que já está colocando no mercado placas de MDF (Medium Density Fiberboard) e melamina (painéis de MDF e aglomerado com revestimento melamínico), materiais usados na indústria moveleira e de construção civil.
Mas a grande contribuição tecnológica da Masisa deve ser apresentada ao mercado brasileiro ainda esse ano: são as placas de OSB (Oriented Strand Board). Produzido nos Estados Unidos desde 1981, o OSB é novidade no Brasil.
Além de gerar empregos e incrementar a arrecadação municipal em R$ 1,8 milhão já em 2001, a chegada das novas indústrias criou a necessidade de formação de mão-de-obra em setores específicos.
Assim como a instalação de montadoras obrigou o Paraná a formar técnicos para o setor, em Ponta Grossa foram criados vários cursos para atender a necessidade das indústrias. E o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) está sendo a porta de entrada para a capacitação.
Segundo o diretor do Departamento de Pós-Graduação do Cefet, João Luiz Kovaleski, ao saber do interesse da Masisa em se instalar na cidade, a instituição fez contato com os empresários para tomar conhecimento de que tipo de profissional a empresa necessitaria. Uma turma de 80 alunos foi treinada e 48 acabaram sendo contratados.
Situação semelhante se repetiu com a Tetra Pak. Hoje desenvolvemos um projeto nesse mesmo sentido com as indústrias papeleiras da região, explica. Para Kovaleski, nesse processo ganham a indústria, que passa a ter mão-de-obra qualificada na própria cidade, e os estudantes, que podem contar com uma formação tecnológica diretamente voltada às necessidades do mercado.


