Capacitação e maturidade de software interferem na qualidade
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de junho de 1998
Anna Camanducaia 
As empresas de software brasileiras que querem aumentar as exportações - principalmente para os Estados Unidos - devem investir no Capability Maturity Model (CMM). O Modelo de Maturidade de Software, como é chamado no Brasil, é um diploma que atesta o grau de qualidade em produção de software.
O assunto foi destaque da 9ª CITS - Conferência Internacional de Tecnologia de Software, na quarta-feira, 3, e apresentado pelo criador do CMM, Watts Humphrey, do Software Engineering Institute, da Universidade de Carnegie Mellon (EUA).
A idéia básica do CMM é auxiliar na parte gerencial do desenvolvimento de softwares, propor modificações e colocar o processo da empresa em ordem. Segundo Humphrey, companhias que investiram no CMM conseguiram, no período de um ano, diminuir os defeitos em 39% e o tempo de término de projeto em 19%, além de aumentar a produtividade em 35%.
Hoje, 500 empresas americanas já têm o CMM para apresentar a seus fornecedores. No Brasil, existem apenas duas empresas certificadas. O Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Vitório - empresa do grupo Xerox do Brasil - tem CMM nível 3, e a Nec do Brasil tem nível 2. O governo americano só trabalha com empresas a partir do nível 3.
O CMM tem cinco níveis. O nível 1 não entra na certificação porque corresponde a empresas sem um processo definido. O número 5, desejo de todos os que trabalham com software, não foi alcançado por nenhuma empresa até hoje, segundo André Villas Boas, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Telebrás. O nível cinco representa empresas que podem fazer experimentos para melhorar ainda mais, sem causar distúrbios no seu processo como um todo, diz. O nível 4, conseguido por algumas empresas, significa o começo da ultilização do controle estatístico para avaliar e melhorar seu desempenho.


