ReproduçãoConhecimento dos genes também permite a prevenção das doençasA Organização Mundial de Saúde prevê que as doenças do coração e circulatórias e os vários tipos de câncer, as principais causas de mortes, vão continuar a matar mais pessoas do que outras doenças no próximo século.
Apesar de todo o conhecimento sobre o impacto da alimentação, do fumo e do estilo de vida nestas doenças, as mortes causadas por elas irão aumentar. Uma vez consideradas a praga da sociedade influente, com sua alimentação rica e suas vidas sedentárias, estas doenças não-comunicáveis já estão ganhando espaço nos países em desenvolvimento.
Nos próximos 30 anos médicos peritos prevêem que elas podem alcançar doenças parasitas e infecciosas como os principais assassinos nas nações pobres, principalmente se vacinas contra a AIDS e a malária forem desenvolvidas.
‘‘Existem muitos investimentos sendo feitos agora na descoberta de uma vacina contra a malária, então é possível que nos próximos 10 anos nós tenhamos uma vacina eficiente contra essa doença’’, disse David Mabey, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.
ReproduçãoTecnologia do chip genético ajuda a bloquear mutações do HIVMas apesar dos avanços recentes que prolongaram a vida dos portadores do vírus da AIDS, ele se mostrou menos otimista sobre o desenvolvimento de uma vacina efetiva para o vírus que avança sobre o mundo em desenvolvimento e que já contaminou até 50% das populações de algumas cidades no sul da África.
Noventa por cento das estimadas 30 milhões de pessoas contaminadas com o vírus HIV vivem no mundo em desenvolvimento, mas poucas delas têm acesso às terapias anti-virais que geraram tanta excitação nos círculos médicos.
Mabey duvida que os novos avanços médicos que são esperados do Projeto Genoma serão capazes de acabar com a divisão de saúde entre as nações ricas e as pobres.
‘‘A divisão está crescendo, basta apenas olhar para a AIDS para ver. Enquanto a AIDS pode ser tratada nos países ricos, certamente não é assim nos países pobres’’, disse ele.
‘‘Ela continua a se espalhar muito rapidamente nos países em desenvolvimento, enquanto desacelerou muito nas nações ricas. Eu não posso ver o Projeto Genoma tendo muito impacto sobre isso’’.
Sem maiores reorganizações econômicas, como diminuir o débito do Terceiro Mundo, os peritos temem que os avanços médicos que irão mudar o mundo em desenvolvimento não irão alcançar os países pobres que mais precisam.
Pelo ano 2025, a idade média de morte no mundo será de 73, comparada a 66 em 1998 e 48 em 1955. Até no Japão e na Suíça, os dois países mais ricos do mundo em termos de dinheiro gasto em cuidados com a saúde, a média de expectativa de vida é de 78 ou 79 anos. ‘‘Você não irá muito além disso. Este é o limite biológico’’, disse Sikora.
Cientistas e médicos não serão capazes de fazer as pessoas viverem para sempre, mas poderão adiar doenças até os últimos anos de vida, para que as pessoas envelheçam com saúde até os 80 anos, quando passarão por um rápido período de deterioração antes de morrer. (AE/Reuters)

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