Cadastro é a melhor forma de prevenção
Para se prevenir de crimes cometidos via Wi-Fi, o especialista em Segurança Digital da Symantec, Alan Castro, orienta os provedores das redes a utilizarem senhas fortes para acesso ao sistema, utilizando o padrão de criptografia WPA2 no processo de configuração do aparelho. "É a mais segura atualmente."
"O usuário tem que entender que não pode fazer uma rede aberta. Ele tem que colocar senha e, mesmo assim, tem que saber para quem vai dar a senha", comenta ainda o gestor da Sercomtel, Roberto Nishimura. Em estabelecimentos comerciais, onde o volume de usuários é grande, a situação é ainda mais crítica. "O que recomendamos é que o estabelecimento troque de senha frequentemente, mesmo sabendo que isso gera transtorno. Isso evita que a senha fique guardada por muito tempo e seja divulgada para muita gente", esclarece o gestor. Além disso, o ideal, segundo Nishimura, é que os estabelecimentos possuam um mecanismo que possibilita identificar o usuário, como a liberação de uso do Wi-Fi somente após o preenchimento de um cadastro.
O advogado Rony Vainzof recomenda ainda que os estabelecimentos exijam que o usuário assine um contrato de uso da rede, assim como devem bloquear o acesso a sites perigosos, como de pornografia.
Por precaução, o especialista da Symantec recomenda que os usuários utilizem apenas redes seguras, como a 3G, para realizar atividades em que há a necessidade de se informar dados pessoais. "Ao utilizar a rede Wi-Fi na rua, é importante verificar os mecanismos de segurança que a empresa aplica. Se está em um rede que não conhece, é importante avaliar a real necessidade de se usar o Wi-Fi e preferencialmente usar a rede 3G, que é uma conexão mais segura." (M.F.C.)





