Um vasto buraco de ozônio sobre a Antártida, medindo 13 milhões de km2 em novembro, bateu o recorde durante os últimos 100 dias, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que, pela primeira vez desde que as medidas do gás começaram, nos anos 70, a extensão da rarefação da camada permaneceu maior que 10 milhões de km2 por tanto tempo. O buraco, que aparece no início da primavera, normalmente se reduz com o avanço da estação.
Em setembro, a extensão da rarefação atingiu os 25 milhões de km2, três vezes a extensão territorial do Brasil.
A rarefação na camada de ozônio que protege a Terra da radiação ultravioleta do Sol é provocada pela poluição de gases do grupo CFC, utilizados na produção de refrigeradores e sprays.
Apesar dos níveis perigosos da destruição do ozônio, especialistas da OMM consideram que o Acordo de Montreal, de 1987, para banir o uso dos CFCs, já começou a produzir efeitos positivos. O problema é que esses gases têm uma alta estabilidade e, por isso mesmo, podem permanecer durante anos na atmosfera. O aumento da camada atmosférica de ozônio, na avaliação dos especialistas internacionais, só deve começar a ser notado em meados do próximo século.
Com o acordo, os países industrializados suspenderam a produção e uso desses gases, ainda que ele esteja disponível para venda ilegal no mercado internacional.
A extensão do buraco de ozônio em setembro foi 25% maior que o da média de anos recentes e pelo menos 3 milhões de km2 superior ao recorde anteriormente registrado, em 1993.

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