As empresas brasileiras deverão investir cerca de US$ 14 bilhões na conversão de seus sistemas de informática para o ano 2000. Nos Estados Unidos, esse valor chega a US$ 74 bilhões e os prejuízos provocados pelo bug na economia norte-americana podem atingir US$ 119 bilhões até o ano 2001. No mundo, o investimento para a solução do bug do milênio deverá chegar a US$ 1,635 trilhão, cifra que corresponde ao gasto de três guerras do Vietnã. Apenas em uma outra oportunidade o mundo gastou tanto: US$ 2,4 trilhões durante a Segunda Guerra Mundial, que durou os seis anos.
Segundo a revista ‘‘Business Week’’, 85% dos programas e softwares em operação no mundo deverão ser consertados ou substituídos. Cerca de 250 milhões de computadores pessoais, 85 mil computadores de grande porte e 21 bilhões de aparelhos eletroeletrônicos também. O bug afeta ainda um sem número de equipamentos e de linhas de produção, como aparelhos hospitalares, por exemplo.
‘‘O bug interfere diretamente na economia mundial e na vida de todas as pessoas, mesmo aquelas que não têm acesso a um microcomputador. Infelizmente, muitas empresas e muitos governos ainda não se conscientizaram da gravidade deste problema’’ alerta José Roberto Faria Lima, presidente da Timeware Associados, empresa especializada em consultoria na área informática.
Hoje, como parte da programação do I DO (International Developers Opportunities), o assunto, suas soluções e consequências no Brasil e no mundo, será debatido por José Roberto Faria Lima, presidente da Timeware Associados, Celso Sgarbi, presidente da Associação Brasileira e Auditoria de Sistemas (Abas) e René Lapyda, diretor técnico da Companhia de Processamentos de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp).

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