Bug coloca empresas áreas em alerta
Ednelson Alves
Especial para Folha Informática
Se um caixa eletrônico não liberar dinheiro, será um problema; mas seu um avião cair, certamente ocorrerá uma tragédia. Por isso, faltando apenas 19 dias para a virada do ano, as companhias aéreas não escondem o nervosismo diante de possíveis falhas nas aeronaves por conta do bug do milênio. As empresas estão contando os segundos que faltam para saber se todas as medidas de prevenção adotadas irão funcionar plenamente.
Especialistas consideram 31 de dezembro como a mais longa e perigosa noite da aviação internacional. Há alguns meses a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) vinha advertindo empresas e aeroportos sobre o alto risco que representa a passagem para o ano 2000. nio. Foi elaborada uma lista dos grandes aeroportos que não haviam tomado as devidas providências. Os nomes não foram divulgados para não aumentar o pânico. A associação dos pilotos também denunciava o perigo. Eles chegaram a citar cidades para as quais não recomendariam que seus associados viajassem.
Depois do alerta da IATA, companhias e aeroportos anunciaram investimentos para alterar sistemas e aumentar o número de testes de prevenção contra o bug do milênio. A maior operação de segurança aérea está sendo montada pela IATA através de seus centros de prevenção espalhados pelo mundo que estarão interligados trocando informações sobre a situação em diferentes zonas do globo.
A TAP, companhia portuguesa, acaba de divulgar que realizou três testes com avião no ar. O computador de bordo teve sua data alterada como se estivesse passando de 31 de dezembro para 1º de janeiro. Segundo a empresa, nenhum problema foi apresentado. Mesmo assim, por questão de segurança e também por falta de passageiros a TAP anunciou que nenhuma de suas aeronaves estará na passagem. Os oito vôos que estavam programados foram suspensos. Isso porque, nos estudos feitos, a TAP previu 135 situações de alarme em operações de terra, mais de 40 para a área comercial (reservas de bilhetes, aspectos legais) e outras diretamente ligadas as operações de vôo.
As autoriddes japonesas decidiram anunciar as providências. Cerca der 96 mil soldados serão mobilizados em todo o arquipélago para reforçar a vigilância nas centrais nucleares com unidades militares especializadas, para evitar acidentes com o bug.





