Os músculos bem torneados de Chaindog, o herói da história, fazem dele um personagem ideal para a Era Internet. Ele corre com elegância, sabe lutar e maneja uma espada pesadíssima sem qualquer esforço. ‘‘Que história machista’’, dirá você. Nada disso.
Se quiserem, as mulheres podem assumir a personalidade de Red Lotus, heroína cuja ousada vestimenta faz Lara Croft, de ‘‘Tomb Raider’’, parecer uma freira. Estamos falando de ‘‘Deathtrap Dungeon’’ (masmorra das armadilhas mortais), game que a Brasoft vai lançar na versão 98 do CloseUp Planet, hoje e amanhã no Metropolitan, em São Paulo.
Desta vez, a Joker Entertainment, que organiza o evento, vai trazer o quarteto inglês Prodigy, que mistura música eletrônica, rock, punk e rap, e a famosa cantora-esquimó-experimentalista, a islandesa Bjork. Entre as atrações nacionais estarão Nação Zumbi, DJ Markinhos Mesquita e Marcelo D2, vocalista do Planet Hemp.
Enquanto o espetáculo de música e performances rola no palco principal, no canto oposto será montado o Espaço Planet, que tem tudo para se transformar numa das vedetes do show.
Formado por dois grandes ‘‘orbits’’, gigantescas esferas unidas por um túnel de acesso, o Planet começa num imponente pórtico com dez metros de altura que induz o visitante a entrar em outra dimensão, com acesso livre à Internet e a flashes do show - que, aliás, também será transmitido pela rede, em www.closeup.com.br - além de cinema 3D, lojas de roupas, tatuagens e piercings, tudo no mesmo lugar.
Contrastando com a claridade do mundo real, a vida nas masmorras virtuais do ‘‘Deathtrap Dungeon’’ é cheia de armadilhas, passagens secretas, monstros e dragões. Todos são assustadores, mas um deles, Melkor, é o bicho. Se alguém conseguir entrar lá, matar a besta das profundezas e ainda sair com vida, ganha uma fortuna em moedas de ouro e ainda pode libertar Fang, a cidade onde essa história acontece, do jugo do barão-tirano Sukumvit.
O ‘‘Deathtrap Dungeon’’ assinala uma mudança de estratégia da Brasoft no lançamento de games. Ao contrário de outras vezes, quando eram apresentados ao mercado durante a Fenasoft e em eventos isolados, o jogo será lançado num evento cultural que reúne show de rock, bar, ‘‘stage’’ e um monte de gente jovem que gosta de computador.
‘‘Estamos apostando que o público que gosta de jogos como o ‘‘Deathtrap Dungeon’’ é o mesmo que vai ao Planet’’, diz Luiz Rielli, diretor comercial da Brasoft.

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