Brasileiros querem lei anti-spam
Os americanos tratam liberdade de expressão como um pilar da sua sociedade e - apesar do mal que causam - spam são mensagens e, portanto, expressão. O Tio Sam treme ao pensar em restringi-la. Estimular o uso de filtros e redirecionadores pode ajudar, mas não resolve o problema. O remédio então é punir. Em maio, o Senado americano aprovou uma multa de até US$ 15 mil para quem esconde sua identidade atrás de um remetente falso - seja inexistente ou não. Aqui, o Movimento Anti-Spam prepara um projeto a ser apresentado ao Senado para definir juridicamente a situação. Veja em www.antispam.org.br/pl1713.html.
No Rio, o Movimento Anti-Spam registra, em média, 66 denúncias por dia; em São Paulo, esse número chega a 150. Por mês, o carioca faz cerca de duas mil denúncias contra spammers. A propósito, o site do Movimento Brasileiro Anti-Spam, em www.antispam.org.br, é um excelente ponto de partida para quem quer entender tudo sobre spam. Desde a etimologia do termo - que nasceu num programa de televisão do grupo de comediantes ingleses Monty Python, em que vikings desajeitados pediam repetida e exageradamente um presunto enlatado americano chamado spam - até a melhor forma de denunciar ataques no pedaço carioca da rede.
É fundamental denunciar os spams para ajudar a comunidade internauta, diz Alvaro Nascimento, coordenador do movimento. Os provedores, por sua vez, também devem ter políticas definidas contra spam. O site do movimento contém uma lista negra de provedores lenientes com os spammers, além de algumas técnicas de bloqueio, voltadas especificamente para os provedores de acesso. A lista em formato texto-puro se chama banned.domains e pode ser baixada de ftp3.antispam.org.br. Ela é alimentada a partir das denúncias de vítimas físicas ou jurídicas prejudicadas por um spam. Vale o download. Há nomes surpreendentes nela.
Se você entendeu o recado e quer denunciar um ataque, envie mensagem para [email protected] com a mensagem abusiva e o cabeçalho completo. Alvaro Nascimento garante que a turma lá avalia e auxilia no que for necessário. Pode também assinar a lista de discussão, enviando um mail para [email protected]. Na primeira linha da mensagem, digite subscribe [email protected] [seu e-mail], sem as aspas. (P.V.)





