Serão exibidos 22 títulos de computação gráfica, vindos de diferentes países. Representando o Brasil, será mostrado ‘‘A anta’’ (1996, duração de quatro minutos e dez segundos), da animadora Raquel Coelho. Aborda a origem das lendárias guerreiras amazonas na tradição dos Tuparis, uma tribo de Rondônia.
Os Estados Unidos, para variar, contribuem com o maior número (dez, no total) e com alguns dos mais interessantes. A bela foto que ilustra essa página pertence ao francês ‘‘Krakken: Adventure of future ocean’’(1996, sete minutos, direção de Jerzy Kular), uma viagem ao fundo do mar, num futuro distante. É baseado na visão que o cientista Dougal Dixon tem sobre a Terra daqui a cinco milhões de anos.
Um dos mais divertidos vem do Reino Unido e chama-se ‘‘Sticky business’’
(1996, sete minutos e 30 segundos, com direção de Ed Taylor). As demais atrações vêm de Alemanha, Canadá, Dinamarca e França. Os horários são diversos e o ingresso é de R$ 1,50 (estudantes pagam meia).
O público poderá perceber a atuação de computadores nos bastidores da produção de vídeos, em sessões como ‘‘Portfólio’’ e ‘‘O que vem para a TV’’. Quem se inscreveu com antecedência, vai poder conferir o workshop ‘‘Luz, câmera e ação - O uso sofisticado dos conceitos básicos de animação no computador’’, com Carlos Saldanha, brasileiro que mora nos EUA desde 91 e participa pelo terceiro ano consecutivo do festival. Quem não se inscreveu a tempo não precisa chorar: como de costume, haverá o Estúdio Aberto, com workshop permanente.
Os demais convidados de honra da mostra, que estrelarão os Papos Animados, são a americana Caroline Leaf, o inglês David Sproxton e o paulista Luiz Eduardo Briquet.

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