Existem no Brasil cerca de 10 milhões de PCs em uso com mais de quatro anos, o que representa quase 9% do total de equipamentos em atividade. O número é de pesquisa da Intel Brasil, realizada com cerca de 118 milhões de máquinas entre desktops e noteboooks.
Para a fabricante, computadores com "tecnologias defasadas" causam prejuízos financeiros e perda de produtividade. Para pequenas e médias empresas com computadores com mais de quatro anos de uso, a Intel estima um gasto anual de até R$ 1.364 com cada máquina, em reparos e manutenção. Para usuários corporativos e domésticos, ainda existem custos extras com energia elétrica e manutenção.
Além disso, a fabricante cita a "Síndrome da Ampulheta", que acomete usuários de tecnologias defasadas com sintomas como ansiedade e estresse. Pelo menos metade das pessoas afetadas pela síndrome já reagiram de maneira inapropriada enquanto esperavam uma resposta do computador, como gritando, batendo no mouse ou golpeando a tela ou o teclado, diz ainda a pesquisa.
Um computador com mais de quatro anos de uso está atrasado com relação a ganhos de economia e produtividade, ressalta a fabricante. "O problema é que muita coisa mudou nos últimos quatro anos", comenta o gerente de Marketing da Intel Brasil, Carlos Augusto Buarque (veja quadro). Os computadores ficaram muito mais rápidos, consomem menos energia, possuem mais recursos - como telas sensíveis ao toque – e são mais portáteis, enfatiza o gerente. E isso acaba mudando a percepção do usuário, que passa a ficar mais exigente.
A sensação de que o computador vai ficando mais lento conforme passa o tempo tem relação com a atualização de softwares, que ficam cada vez mais pesados, explica Buarque, acompanhando os lançamentos de computadores com mais memória e processadores mais potentes.
"Costumamos dizer que a informática é mais perecível que alimento, pois o avanço tecnológico caminha a passos largos, fazendo com que seu PC adquirido hoje daqui a menos de 1 ano esteja defasado", também opina Thiago Carmagnani Matias, gerente de operações de assistência técnica da Compusystem, de Londrina.
Em empresas, as manutenções constantes ainda podem sobrecarregar o departamento de TI, afirma a pesquisa da Intel. O valor anual de R$ 1.364 com gastos extras de reparos e manutenção estimada pela empresa é 48% maior que para um PC novo. Os custos com atualizações também são 31% maiores, e a produtividade chega a ser duas vezes menor com máquinas que não respondem a contento.
As peças de substituição para PCs mais antigos também são mais caras, observa Matias. Ele compara os preços de um pente de memória atual (DDR3 de 4GB), que custa em média R$ 70, contra um pente de memória antiga (DDR2 de 2GB), que sai por R$ 100. "Note que você paga mais caro por menor quantidade de memória. Esta é a regra do mercado." Com baterias de longa duração e menor consumo de energia, o usuário também tem ganhos financeiros com computadores mais novos, ressalta a Intel.

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