A Software Publishers Association, associação norte-americana da indústria de softwares, acaba de divulgar o resultado de um estudo realizado sobre a pirataria global de programas. A pesquisa estima que, dos 523 milhões de novos aplicativos de negócios, um em cada dois foi pirateado. Isso representa um aumento de 25% na pirataria.
O número absurdo de cópias de programas acarretou um prejuízo de US$ 11,2 bilhões à indústria mundial de software no ano passado. Apesar de ainda ser alto, este número é 16% menor que o de 95. A queda se atribui à redução dos preços dos softwares e não à diminuição da pirataria.
A Europa Oriental continua registrando as taxas mais altas de pirataria de todo o mundo, com uma média de 80%. Já a taxa regional mais baixa acontece na América do Norte, com cerca de 28%.
Na América Latina, os prejuízos com a pirataria em 96 caíram para US$ 910 milhões, se comparado com o ano anterior, que registrou US$ 1,1 bilhão. El Salvador continua no topo com a taxa mais alta de pirataria de toda a região. O país tem 92%, enquanto a Guatemala e o Paraguai ficam com 89%.
A consultoria Price Waterhouse realizou um estudo e concluiu que, por causa da pirataria, as vendas de programas de computador no Brasil deixaram de crescer 26% em 96. Isso significa que o mercado brasileiro de software poderia ter faturado US$ 1,7 bilhão. O levantamento apontou também que essa redução poderia ter provocado uma aumento de 25% no número de empregos diretos e indiretos, além de uma arrecadação adicional de impostos superior a US$ 140 milhões.
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