Inovação parece ser a palavra de ordem no universo atual da iniciativa privada. Em evento realizado pela IBM Brasil - o IBM Forum 2011, realizada em São Paulo na semana passada -, ideias inovadoras foram o tema principal de palestras e paineis sob o mote ''Inovação que faz diferença''.
O presidente da IBM no Brasil, Ricardo Pelegrini, observou que a iniciativa privada brasileira investe pouco em pesquisa e desenvolvimento: apenas 0,8%. Enquanto isso, por exemplo, a Coreia investe 2,5%, Japão 2,7% e Estados Unidos 2,9%. Para os executivos-chefes (CEOs) de empresas como AES Eletropaulo e Grupo Pão de Açúcar, que participaram do evento, o custo das novas tecnologias e o gargalo da mão de obra são os principais desafios para a gestão da inovação dentro das empresas.
Eneas Pestana, do Pão de Açúcar, comentou que as companhias brasileiras têm preocupação em investir nesta área, mas que a adoção de práticas inovadoras nem sempre é fácil. ''Uma coisa simples é a etiqueta eletrônica nas gôndolas. Hoje, cada loja recebe em torno de 2.000, 3.000 etiquetas para serem trocadas todos os dias. Lá fora, já é dificil encontrar quem trabalha com etiqueta em papel'', completou. Mas os valores desse tipo de recurso ainda são fatores limitantes para a adoção por aqui. ''Já existe tecnologia e inovação para o varejo, mas ainda é caríssimo e não dá para trazer ao Brasil.''
Já para Britaldo Soares, CEO da AES Eletropaulo, o maior obstáculo é com mão de obra. ''Da parte do setor elétrico, temos um conjunto de recursos investidos alocados para pesquisas de desenvolvimento de R$ 60 milhões ao ano. Mas a coisa não se restringe aí. O gargalo número um é a parte da educação, que deve ser bem cuidada para a formação desta capacidade no Brasil.''
Inteligência analítica
Outro desafio do varejo é organizar o crescente volume de dados das empresas. No caso do grupo Pão de Açúcar, que segundo Pestana recebe, por ano, mais 650 milhões de pessoas em 20 estados e em 1.800 pontos de venda, tratar estas informações é uma tarefa árdua.
Na IBM, o plano estratégico de 2010 a 2015 tem quatro iniciativas: promover soluções para um planeta mais inteligente; investir e ajudar na construção de novas tecnologias de data center com foco no ''cloud computing'' e serviços; atuar em mercados não tradicionais e emergentes; investir na inteligência analítica.
Desde 2009, a IBM fez investimentos na casa de US$ 14 bilhões em aquisições de empresas, treinamento e capacitação para atender a demanda corporativa de tratamento do volume de dados, assim como a necessidade de trabalhar as informações de maneira estratégica.

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