Assim que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) der o sinal verde para a venda de serviços através de satélites de baixa órbita, o que deverá ser feito até o próximo mês, os brasileiros contarão com mais uma opção em sistemas de rastreamento e envio de mensagens. Há duas semanas, a Damos SudAmerica (www.damos.com) - empresa formada pela Telespazio (do grupo Telecom Itália), pela brasileira Inepar, pela chilena Entel e pela argentina BGH - anunciou o início de suas operações no País.
Licenciada do sistema Orbcomm, rede de 36 satélites de baixa órbita, a Damos pretende abocanhar uma boa fatia do mercado nacional de rastreamento, monitoração e transmissão bidirecional de mensagens. A empresa já está fazendo projetos-pilotos com a Petrobras e a Cemig.
Olivier Terrien, diretor de Marketing e Vendas da Damos, explica que nos EUA, onde há mais opções de comunicação entre empresas, o sistema Orbcomm é muito usado por pessoas físicas que já eram usuárias de GPS. Mas aqui, Terrien diz que os principais clientes serão da área corporativa. Com o terminal da Orbcomm, o executivo pode enviar e receber mensagens pela Internet, escrevendo até dois mil caracteres por dia. Ele também tem a opção de redirecionar para o terminal Orbcomm as mensagens que chegarão pela Internet no micro instalado em seu escritório.
‘‘Trata-se de um sistema de paging bidirecional, em que o código do usuário é um endereço Internet’’, detalha Terrien. No Brasil, o sistema da Orbcomm custará em média US$ 2 mil para pessoa física. O usuário terá que pagar uma taxa para habilitação do aparelho, em torno de US$ 50, além de uma mensalidade no mesmo valor.

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